São impressionantes as tempestades pluviais que têm, anos a esta parte, desabado valentemente sobre muitas regiões mundiais. Nelas se incluem algumas do Brasil brasileiro. A capital paulista, por exemplo, vem sendo uma das suas maiores vítimas, mostrando os canais de televisão e as páginas da imprensa descargas de chuvas fenomenais, que inundam setores amplíssimos da grande metrópole, invadindo milhares de prédios profissionais e residenciais, cujos ocupantes, por isso mesmo, a elas são submetidos de forma tétrica, muitos procurando vencê-las a nado heróico e outros tantos (mulheres grávidas, idosos e crianças imberbes) se empoleirando sobre móveis e telhados domésticos, sujeitando-se a quedas e outros acidentes pessoais, inclusive morte. Nessas ocasiões, que ultimamente se têm repetido intensamente, o tráfego de pedestres e veículos também sofre, paralisando ruas, avenidas, praças e estradas de ligações municipais.
Curiosamente, pergunta-se o que são as tempestades, os furacões, o frio, o calor e por quê acontecem? Então, explica-se que tais fenômenos atmosféricos são dissertados nos livros bíblicos como símbolos do poder divino, pois os disígnios de Deus manifestam-se através de amostras naturais, tipos desses que periodicamente ocorrem, mesmo que fadados a martirizarem países, Estados, cidades e populações, como que mensageiros dos céus ou das núvens. Todas as religiões e mitologias explicam-nos isso, uma vez que os ventos, um dos fenômenos naturais que mais impressionam aos olhos dos antigos, não fogem à regra: entre os gregos, por exemplo, eram atribuídos ao deus Eolo. Mas, para a ciência, a origem fundamental das ventanias, que geram o verão, o inverno, a primavera e o outono, residem nas diferenças da pressão que se forma entre regiões vizinhas da atmosfera. Consequentemente, durante milênios as correntes aéreas vêm lançado as suas “atrocidadesâ€, fazendo com que os homens vivam tentando sempre proteger suas obras, uma das quais é a esfinge de Gisé, no Egito, a qual, transcorridos tantos séculos, continua, no meio do deserto, a mostrar o esplendor de seu povo. Lembre-se que foi o vento impiedoso que impulsionou, há quinhentos anos, no caminho da epopéia, as caravelas de Cristóvão Colombro, Pedro Álvares Cabral e outros históricos navegantes. E continua, prosseguindo sempre, porque o poder divino não morre e nem estaciona. Os paulistanos podem dar a sua opinião, que é a do articulista também. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)