Tribuna do Leitor

Quem sou eu?


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Há perguntas difíceis de serem respondidas. “Quem sou eu?” é uma delas. Contudo, é importante respondê-la, dando uma definição de si mesmo.

Alguns jovens vivem o carnaval o ano todo! Acham melhor usar máscaras do que ser eles mesmos. Até quando conseguirão mentir? Por que ocultar-se e viver atrás de algo postiço? Medo de ser acolhido ou até rejeitado? Ser acolhido ou não depende dos outros; mas viver a verdade depende de cada um de nós. A verdade sempre liberta!

Conhecer-se e assumir a própria identidade é trabalho para a vida toda. Alguns meios de comunicação (TV, rádio, cinema, revistas...) apresentam uma forma estereotipada de jovem, um modelo a ser imitado. Quem não entrar no esquema é tachado de dinossauro ou troglodita. A “clonagem” humana já começou há algum tempo! Não foi assim que Deus nos fez. A diversidade é intrínseca a todo ser humano. As máscaras ocultam o diferente! O peculiar não massifica.

A vida explode dentro dos jovens. Eles brigam por ser eles mesmos. Seu desejo de liberdade e sinceridade é bom e deve ser valorizado. Toda imitação é ridícula! Por isso, a máscara se contrapõe à juventude. Será que é por isso que os jovens incomodam tanto? A vida e a verdade chocam-se frontalmente com o deteriorado e o falso.

Não é fácil ser. Quantos jovens se escondem para não aparecer. Insegurança? Todo ser humano tem direito de ser ele mesmo! Numa sociedade democrática há espaço para todos! Quem vive só de aparências corre o perigo de não viver. As máscaras abafam e acabam sufocando quem as usa! Deixemos de lado nossas máscaras. O carnaval já acabou! Resta um árduo trabalho pela frente. Comece sendo você mesmo... (Izabel Ramos - RG 4.779.639)

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