Turismo

Maciços e glaciares em del Paine

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Porto Natales é a porta de entrada do Parque Nacional Torres del Paine, o mais famoso cartão-postal da Patagônia.

Nesta época do ano, percorrê-lo torna-se muito mais fácil, já que as temperaturas oscilam em torno de 20ºC e os dias são compridos, com o sol se recolhendo mais tarde. Mesmo assim, os ventos são fortes e é preciso o uso de protetores para olhos e ouvido. No inverno, as temperaturas ficam bem abaixo de zero grau e às 17h já é noite, convidando ao recolhimento.

O parque oferece dezenas de opções de passeios, incluindo caminhadas, visita ao Glacial Grey (formação de mais de 15 milhões de anos), cavalgadas, trekking, etc.

É preciso preparo físico para se chegar ao Glacial. Quem estiver hospedado no Hotel Salto Chico ou outra pousada mais modesta dentro do parque terá que se locomover até Guarderia Grey (de carro com tração nas quatro rodas), depois atravessar uma ponte sobre o Rio Pingo, caminhar por um bosque de carvalhos centenários (cuidado para não escorregar pisando nas folhas) e ainda percorrer quilômetros numa praia repleta de pedregulhos onde venta muito dificultando os passos.

Etapas vencidas, pode-se finalmente entrar em confortáveis e seguros barcos que seguem pelas águas geladas levando aos icebergs.

O uso de coletes salva-vidas é obrigatório. O piloto é treinadíssimo. Qualquer falha poderá ser fatal, pois as águas geladas escondem blocos gigantes que podem afundar a embarcação.

Filmagens e fotos são facultadas aos turistas com advertências. Quem cair naquelas águas, mesmo que por um minuto, dificilmente sobreviverá.

Todos esses cuidados valem a pena diante da visão espetacular do glacial. São imensas paredes de gelo azul que sobem das águas como montanhas. Alguns blocos desprendem-se como se fosse em câmera lenta, colaborando com os turistas ansiosos por flashes.

A visão fantástica do glacial já valerá a viagem, mas há muito mais à espera do turista no verão da Patagônia: bosques alpinos, rios e lagos cor de esmeralda cercados por portentosos maciços nevados de quase 3 mil metros e uma infinidade de animais que vivem com total liberdade no parque, protegidos por lei federal.

Pumas e as torres

Rolam em Torres del Paine muitas histórias de pessoas que sumiram, atacadas por pumas assassinos. Verdade ou mentira o certo é que eles vivem mesmo nesta região.

Além deles e dos guanacos, há 105 espécies diferentes de pássaros, incluindo nhandus, flamingos, bandurrias, condores, cisnes de pescoço negro, águias e loicas.

Também convivem pacificamente 25 diferentes espécies de mamíferos que caminham livres nos planaltos e montanhas.

Em meio a essa fauna nativa, muitos turistas procuram outro tipo de aventura: chegar às Torres del Paine. E aí é que são elas.

Uma empreidata possível, mas muito difícil. Só possível para quem está em forma e tem muito fôlego. A excursão dura horas e envolve caminhada e cavalgada até à base das torres que dão nome ao parque.

É preciso reservar um dia só para isso: mais de duas horas a cavalo por trilha íngreme e depois caminhada a pé por um caminho de pedregulhos. Dá-lhe pernas!

Quem ainda tiver fôlego caminhará cerca de uma hora e meia para, finalmente, ver-se diante das imponentes Torres del Paine. Os três maciços de granito aos pés do lago medem cerca de 2.600 metros. Espetaculares de longe e impressionantes de perto.

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Mariscos e carneiro

Por seu extenso litoral, o Chile se destaca por sua cozinha baseada em pescados e mariscos. Existe uma grande variedade de produtos do mar que podem ser saboreados frescos. São famosos no Chile as cholgas, as almejas e os chorros, mariscos gigantescos se comparados aos encontrados na costa brasileira.

Entre os crustáceos destaque para o loco e o piure, que são servidos cozidos em suas conchas. Come-se muito congrio rosa, truta e salmão no Chile. Geralmente, o pescado é servido grelhado na manteiga.

Além dos frutos do mar e dos pescados, na Patagônia são servidos outros pratos típicos, como assados de cordeiro e o curanto, uma mistura de mexilhões, moluscos e outros peixes, cozidos com carnes de vaca, porco e lingüiça.

Um prato forte que oferece resistência aos nativos e turistas para às aventuras diárias no parque. É servido com vários tipos de milcao, um bolinho de batata crua ou cozida, herança dos incas e irresistíveis empanadas.

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