Turismo

Santiago do Chile

Eliane Barbosa com Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

Se você quer ir à Patagônia Chilena é bom reservar seu espírito aventureiro para a longa viagem. O melhor é fazer uma parada em Santiago, capital do Chile, e conhecer a noite local.

Uma boa notícia é que a maioria dos pacotes já vem com pelo menos uma noite de hospedagem na cidade incluída no roteiro.

Casas com músicas latina e eletrônica, bares que um dia já foram chiques, restaurantes com as tradicionais empanadas ou especializados na refinada culinária marítima e muito vinho, pisco sour e cerveja garantem diversão.

Para uma noitada de plena boemia, o bairro de Bellavista é a melhor opção. Lembra um pouco o clima hippie da Vila Madalena, em São Paulo, só que tem um ar mais retrô, da decadência chique. A rua que leva o nome da área tem cerca de cinco quadras com bares quase lado a lado e é bastante freqüentada pelo público gay.

As sugestões: Etnikop, um bar e restaurante de vanguarda para amantes da cozinha asiática, com música tecno e funk, e La Muñeca Brava, com ambientes de decoração cubana e parisiense que tem como ponto forte o jazz, o tango e o bolero.

Se você deseja um local para o happy hour, no entanto, vá para a avenida Vitacura ou a Providencia. Pubs irlandeses como o Dublin ou Liguria são ótimas opções.

Nas redondezas da Plaza Brasil, há uma ou outra raridade como o Barroco Bar. Como diz o nome, o estilo é barroco, com pilastras de arquitetura rebuscada, ornamentos no teto e iluminação com velas.

Trata-se de uma espécie de galeria de arte com quadros e telas expostos nas paredes. Boa dica para bater papo com amigos.

Quer fazer um programa animado? Vá para a Calle Suécia, repleta de turistas. No bairro Providencia, os bares e casas noturnas parecem fazer parte de uma Disney chilena.

São inúmeros estabelecimentos onde se pode encontrar músicas caribenhas, eletrônica e brasileira. À medida que se anda pela rua, é possível escutar pagode, músicas da Kelly Key e axé com É o Tchan e Ivete Sangalo. O chato são os funcionários que tentam convencer os turistas a entrar.

Durante a semana, a noite chilena é fraca. Fica movimentada às sextas e aos sábados. A melhor forma para se chegar a esses lugares é de táxi. Os taxistas são vistos como honestos e raramente ficarão passeando para a corrida sair mais cara.

Mas, prepare-se: andar de táxi é uma aventura. Assim como você pode pegar um motorista de 60 anos ouvindo heavy metal no último volume, pode encontrar outro que adora música chilena brega ou então ser surpreendido, no meio da corrida, por um guarda que vai pedir para ele descer e apresentar seus documentos.

Mas não se preocupe. Depois é só pedir um desconto pelo tempo que o carro ficou parado e aproveitar a noite para bailar e pololear (paquerar).

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