Bogotá - A Colômbia foi às urnas ontem para escolher seu novo Congresso, cujo controle é disputado pela coalizão governista e pela oposição, encabeçada pelo tradicional Partido Liberal e pelo esquerdista Pólo Democrático. A votação foi precedida por uma escalada de ataques das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que deixaram 35 mortos.
A votação para escolher 102 senadores e 166 representantes da Câmara baixa teve início às 8h locais, com casos menores de violência, entre os quais a queima de três veículos e de material eleitoral, sem deixar vítimas.
Para assegurar a tranqüilidade na votação, o governo colombiano mobilizou cerca de 165 mil militares. Segundo as cifras oficiais, 26 milhões de colombianos estão aptos a votar, mas analistas calculam que o comparecimento deve ficar em torno dos 10 milhões.
Os dois principais partidos da oposição também escolhem, numa votação paralela, Os candidatos que tentarão impedir a reeleição de Álvaro Uribe, em maio. As Farc iniciaram há três semanas uma onda de ações violentas como forma de inibir as eleições de ontem, com um saldo de 35 mortos, entre os quais oito vereadores. Por outro lado, vários candidatos que disputam as eleições têm sido acusados de ligação com as AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia), grupo paramilitar de direita com fortes vínculos com o narcotráfico.
Após votar ontem de manhã, o presidente Uribe exortou os colombianos a fazerem o mesmo como resposta às ações violentas. Segundo ele, graças a seu programa de segurança, “os candidatos puderam visitar lugares que antes estavam vetados pelas ações dos (grupos) violentos. Esse é o meu grande orgulho”, disse.
Apesar da relativa tranqüilidade ontem, em Bogotá, dois ônibus do transporte público foram incendiados por explosivos, mas sem vítimas. Em Yarumal, no Departamento de Antioquia, as Farc queimaram urnas e cédulas.