Claudemir Cândido Correia e Roberto Fernandes, que já estão presos acusados de cometer ao todo seis estupros, foram reconhecidos por mais três vítimas. A constatação foi possível graças às investigações realizadas pela Delegacia da Defesa da Mulher (DDM), que pesquisou todas as ocorrências dessa natureza nos últimos anos.
Conhecendo a maneira como Claudemir Cândido Correia abordava as mulheres, a delegada Rejani Borro Tiritan chegou a um caso registrado em maio do ano passado no Parque Santa Edwirges e num outro ocorrido em janeiro desse ano na Vila Falcão.
“As vítimas já o reconheceram. Como de costume, ele pedia informação a ela na rua e passava a caminhar ao seu lado. Quando percebia um momento favorável, mostrava uma arma de brinquedo e praticava o atoâ€, explica ela. Ele já era acusado por dois estupros ocorridos no Núcleo Gasparini.
Já Roberto Fernandes vai responder por mais uma acusação. O caso ocorreu na Vila Industrial, assim como os outros quatro. Em novembro do ano passado, outra vez ele aproveitou a presença de uma mulher que transitava pelo bairro para abordá-la e, através de força física, arrastá-la até um matagal.
Se condenados, ele podem pegar se seis a dez anos de detenção por cada crime.
Higienópolis
A delegada também comemora a elucidação de mais um caso, registrado pela polícia no final do mês passado, no Jardim Higienópolis, quando Françoise Izzart Petter Rodrigues anunciou um roubo simulando estar armado. Ele levou uma moça até uma casa abandonada, onde praticou atos libidinosos. Também roubou R$ 10,00.
Na segunda-feira de Carnaval, mais uma vez ele tentou cometer o delito no mesmo bairro e foi flagrado pela polícia. Como já tinha passagem por roubo e tentativa de estupro, foi preso e passou por reconhecimento, sendo confirmado como autor do atentado.
O nome das vítimas não foi divulgado para preservá-las de novos constrangimentos.