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A diferença que existe


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Quantos observavam, tempos atrás, a tradicional avenida Rodrigues Alves, e a defrontam hoje, agora, notam uma mudança na fisionomia do seu primeiro trecho, aquele que domina entre a rua Alfredo Ruiz e a Nações Unidas. O que a difere assim mudando a cara urbanística que ela ostentava desde muitos anos e com a qual acompanhou os andares de toda a cidade, despertando a atenção dos bauruenses que iam vivendo ao seu lado, alguns dos quais, inclusive os poetas Edmundo Antunes, Eusébio Guerra, Rodrigues de Abreu e Helvécio de Barros, destacaram-na em maviosos versos? Qual a diferença que lhe foi imposta, por sinal com bastante demora, que a alterou naquela amplo espaço? Simplesmente a longa fila de enormes vasos de concreto ou cimento implantados em seu avantajado centro. Mas, não só vasos são os responsáveis pela mudança, pois a tudo se acresce uma vestimenta especialíssima, como seja aquela carreira de exuberantes plantações, não tão bonitas como o Ipê, que um amigo arboricultor plantou, na primavera passada, em frente ao nosso querido chatô, na Nações, mas exibem com sua diferente roupagem um charme que a mudou substancialmente. Esmerou no serviço a equipe da prefeitura, imprimindo ao longo da artéria um aspecto que condiz com as aspirações da urbe. E aí temos uma avenida diferente, como deseja a cidade que agasalha 170 mil bauruenses e não bauruenses, gente que sempre espera por uma Bauru dia a dia melhorada em todos os sentidos, o que vai acontecendo aos poucos, sob pressão de críticas sem dúvidas judiciosas. “Estás dentro de mim, mas te procuro lá fora! E, amanhã, se esse chão que eu beijei for meu leito e meu perdão, vou constatar que vale delirar e morrer de paixão!” - diz uma das poesias sobre ela... Contudo, será que tem o conterrâneo que procurá-la lá fora, algo distante? Não, não mesmo! Tem que exigir apenas que seja modernizado também o trecho além da Nações, até Aimorés. Seria exagero? Seria pedir demais? Em absoluto, achamos nós, pois ela faz jus. E também a tanto faz jus, entre outros caminhos que os locais trilham diariamente, enveredando para tantos destinos sem limites, a já formosa Nações Unidas, que bem merece, igualmente, ter mais ornamentados os seus longos canteiros centralíssimos. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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