Imaginei que ao abrir o JC do dia 4/3 iria ver fotos lindas do carnaval e que me deixariam alegre. Contudo, tive uma das maiores comoções, ao invés de alegria, ao notar coisas até então inacreditáveis, como aquele fato de uma linda e inocente menina, morta a pauladas pelo próprio padrasto. Mas não ficou só nisso. Na mesma página diz que uma mulher esfaqueou o marido; ladrões “limpam residênciaâ€; andarilho morre de fome; veículo é atingido por fogo; polícia prende armas em conflito entre 3 irmãos; caminhão da Emdurb cai no buraco; 3 morrem por afogamento; acidentes matam 9 no feriadão; acusado de roubo é morto em confronto com PM de Ribeirão; um adolescente foi assassinado em plena festa de carnaval; outro, sem qualquer explicação, foi morto a tiro em pleno bloco carnavalesco; menina, vítima em incêndio de ônibus; e, sem-terra invadem fazendas e sedes do Incra.
Pelo que se nota, está faltando na humanidade o que se aprendia no passado, os princípios cristãos que, com poucas palavras, poderiam evitar tudo isso se o ensino voltasse ao passado quando ensinavam aos alunos a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, não matar, não roubar, não pecar contra a castidade e não invadir as coisas alheias, princípios esses esquecidos por muitos, principalmente por adolescentes que se tornam bandidos e meninas que se tornam mães solteiras que dão origem a que suas maneiras de viver se tornem motivos de uma vida prematura sem o prazer de serem felizes. Porém, não adianta querer-se por à disposição dos governos, estes que, imaginando serem importantes não dão atenção às sugestões como faziam no passado, como Getúlio, que recebia João Simoneti, Jânio, que nos recebia, sabendo-se que as autoridades não dispunham de tempo para uma imaginação frutífera.
Exemplos: sugeri ao Izzo que se criasse o Centro de Recuperação Humana. Não me ouviu e o jornal anuncia a morte de um andarilho por fome (por coincidência, em 1995 fui ver esse sistema no Egito onde meninas de 12 a 16 anos trabalham 4 horas, 2 para almoço e 2 para estudos e não meninas de rua como aqui tornando-se mães solteiras aos 12 anos). Avisei Tidei do perigo que poderia haver no Parque Bauru. Não me ouviu. Daí 10 dias morreu um pedreiro soterrado e, comovido, procurei a família e conseguimos ganhar 3 ações contra a prefeitura em mais de R$ 500 mil, prejuízo para os cofres públicos e prejuízo moral para a família. Fui dizer ao Nilson que me poria à disposição para ensinar os engenheiros da prefeitura a evitar buracos. Não me ouviu e já temos milhares de buracos e a ponte quebrou. Escrevi ao governo pondo-lhe à disposição os meus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, concluindo com viagem ao redor do Brasil e do mundo, através de conscientização em geral. Não me ouviu e daí alguns dias seu filho e filha só não foram seqüestrados por terem baleado o segurança. Escrevi à diretora da Febem, propondo uma palestra aos jovens delinqüentes detidos onde comentaria o meu livro “História do Zé Maconheiroâ€, mostrando a origem e a conseqüência dos atos criminosos e lhe pus à disposição o internamento inteiramente de graça aos contaminados pelas drogas que quisessem se recuperar, em São Paulo. Não tomou as providências desejadas e dali alguns dias, massacraram um menor detento e outros fugiram. Queria também, comentar minha obra, “Mensagem à menina moça†nas escolas e não me deram atenção.
Como se vê, o orgulho é a causa de tudo o que está acontecendo diariamente contra as próprias famílias. (Dr. Carlos Sandrin)