Bairros

Funcionários temem demissões

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Para a maior parte dos motoristas e cobradores que operam no sistema de transporte coletivo urbano, a principal dúvida quanto à modelagem refere-se à preservação de seus empregos.

Muitos deles ainda não sabem ao certo o que mudará na prática. “Eu não sei direito como vai ficar isso, mas acho que vai melhorar”, diz o cobrador. Walmir Costa Ramires.

Josué Milton Farias, motorista, também mostra-se tranqüilo. “No meio do dia, os ônibus andam vazios. Isso eu acho que vai melhorar. Eu acho que não vai prejudicar ninguém”, expõe.

Já o motorista Osni Ribeiro teme o desemprego. “Na minha opinião, isso só vai gerar transtorno. Se eles vão cortar ônibus, vão ter que mandar funcionários embora”, afirma.

O cobrador Edilson Santos Moreira também questiona o projeto. “Eu acho que vai dar bastante desemprego. Se saírem 30 carros, vão mandar no mínimo 120 pessoas embora”, calcula.

Na opinião de Eli Biazin Prado, que atua como motorista, os usuários também serão atingidos. “Será que tirando ônibus vai melhorar o sistema? Eu acho que vai piorar. No geral. Vai haver demissão e vão tirar ônibus de circulação. Os usuários ficam sem ônibus”, diz.

Para Elias Pinheiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários em Geral de Bauru (SindTran), a alternativa contra o desemprego é a implantação da jornada de seis horas.

Apesar da ameaça de demissões, ele é otimista em relação ao projeto. “Não podemos ser contra um estudo ou uma técnica que visa baratear o custo do transporte coletivo urbano”, expõe.

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