Apesar da redução da frota do sistema de transporte coletivo de Bauru, poucos funcionários devem ser demitidos. As empresas operadoras pretendem explorar alternativas para driblar o problema do desemprego.
É o que afirma José Antônio Jacomelli, presidente da Transurb (Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano).
Na Grande Bauru, por exemplo, muitos motoristas e cobradores entrarão em férias a partir de abril e a empresa ainda não tem feristas. “Vamos precisar colocar gente para tirar férias desse pessoalâ€, diz Jacomelli, que também é gerente da operadora.
Além disso, será realizado um estudo de diminuição de horas extras. Ele também pode amenizar o problema, evitando demissões.
â€œÉ fácil ajustar isso. Vamos fazer uma coisa com calma. Não somos malucosâ€, enfatiza o gerente.
Ele não exclui, contudo, a possibilidade de demissões. Mas diz que, neste caso, funcionários que já manifestaram o desejo de desligar-se das empresas serão indenizados.
“Há pessoas que querem deixar o sistema. É um serviço desgastante, estressante. O pessoal pede para sair, vai embora, muda de ramo. Há também os que estão se aposentandoâ€, explica.
A rotatividade de pessoal no sistema já é naturalmente alta, segundo Jacomelli, o que tranqüiliza as empresas quanto ao problema de pessoal. “Nós já temos uma rotatividade mensal de aproximadamente 4% no nosso quadro de pessoalâ€, afirma.
A implantação do terceiro turno não deve ser uma alternativa viável porque aumentaria os gastos das operadoras, refletindo na tarifa.
O presidente da Transurb enfatiza a importância da modelagem não só para as empresas, mas para os usuários. “O projeto é necessário para Bauru. Ele tem uma função social enorme que é a questão da tarifaâ€, reforça.