• Positivo
O nível de produção industrial no País continua registrando números positivos. Em janeiro houve crescimento de 0,7% na comparação com dezembro de 2002, já descontadas as influências sazonais. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice também é positivo: alta de 2,8%. Nos últimos 12 meses a produção industrial brasileira registra uma elevação de 2,7%. Os dados são de um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
• Consumo
De acordo com o IBGE, as exportações, os negócios no setor da agroindústria e a produção de petróleo puxaram o crescimento da indústria nesse início de ano. Contudo, houve queda na produção em segmentos relacionados ao consumo interno. Na análise por setores, a indústria extrativa-mineral sustentou o crescimento entre janeiro e dezembro, registrando alta de 13,7%.
• Desempenho
Os setores que apresentaram pior desempenho na comparação de janeiro com o mesmo período de 2002 foram aqueles que dependem do consumo interno. Um exemplo da queda da demanda interna foi a redução de 1,2% na produção de móveis. Além disso, os eletrodomésticos - cujas vendas foram baixas no primeiro mês do ano passado porque os consumidores ainda economizavam energia em função do racionamento - tiveram nova queda em janeiro deste ano, de 0,1%.
• Havaianas
Enquanto um grande número de empresários quebra a cabeça para conseguir encontrar um meio de aumentar suas vendas no Exterior, a Alpargatas dá um show de marketing através de um dos seus produtos mais simples. As sandálias de borracha Havaianas, que já foram alvo de muito preconceito no Brasil por serem consideradas produto da classe pobre, estarão presentes na festa do Oscar nesse ano.
• Sucesso
Todos os atores e atrizes “badaladíssimos†de Hollywood concorrentes à estatueta mais famosa do cinema receberão dois pares de Havaianas no dia seguinte à cerimônia de premiação, numa cortesia da Alpargatas, a empresa que conseguiu transformar chinelos de dedo em acessório de moda obrigatório no mundo todo. O diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, disse que essa iniciativa é a prova de que se pode entrar e conquistar um mercado com marketing.
• Fama
No auge de seu sucesso em países como Austrália e França, as sandálias ganharão um voto de confiança da elite de moda norte-americana na temporada de primavera- verão (que começa em abril no hemisfério Norte), com aparições em revistas como Elle, Jane e Vogue. Muitos brasileiros ficaram surpresos no ano passado ao ver modelos desfilando nas passarelas de Paris com um par de Havaianas nos pés e roupas de Jean Paul Gaultier.
• Marketing
Nos últimos anos, a Alpargatas decidiu variar as cores das Havaianas e investir no marketing das sandálias voltado para as classes média e alta, veiculando campanhas com gente famosa. A empresa afirma que produziu 2,4 bilhões de pares de Havaianas desde que elas foram lançadas, há 41 anos. É uma quantidade suficiente para dar a volta na Terra 50 vezes, caso os chinelos fossem colocados em fila. Os modelos foram ganhando atrativos, como o saltinho para as sandálias femininas, e conquistaram uma fatia enorme de consumidores.
• Em dólar
Contudo, continuam sendo chinelos de borracha, o que causa espanto ao saber que existem pessoas dispostas a pagar US$ 80 por um par de Havaianas numa butique elegante. Aqui, elas custam menos de R$ 10,00. A estratégia para os mercados internacionais foi cuidadosamente planejada pela Alpargatas, que posicionou o produto no mercado mais alto. Se a empresa tentasse competir contra produtos baratos, as Havaianas seriam apenas mais um chinelo e o fabricante teria que competir em termos de preço.
• Exportações
A estratégia adotada tem funcionado. A Alpargatas deverá vender 150 mil pares de Havaianas na França nesse ano, contra 2 mil unidades três anos atrás. Na Austrália, meio milhão de chinelos serão vendidos, em comparação com os 1,9 mil pares de 1999. Com os negócios registrando números cada vez melhores, a Alpargatas espera aumentar suas exportações para 15% de suas vendas até 2004, em comparação com o 1,5% de 2001.