Tribuna do Leitor

Democracia


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Hoje vivemos democracia. No entanto, não nos parece plena, em virtude de caso como esse que estamos acompanhando pela imprensa, ou melhor, pelo Jornal da Cidade. De um lado, os administradores da Febem e de outro a professora Edinéa Sita Cucci, pessoa conhecida e estimada na cidade pelo seu jeito de ser, leal, honesta, capaz e sincera, pois foi assim que a conheci quando exerci o cargo de presidente do PSDB - Bauru.

Naquela oportunidade, a professora Edinéa exercia o cargo de diretora de ensino junto à Delegacia Regional de Ensino, frisa-se, com reconhecida capacidade e idoneidade de domínio público, principalmente em decorrência do trabalho desenvolvido.

Não obstante esse reconhecimento público, fora abruptamente afastada da direção da rede de ensino em nome da acomodação política, pois seu sucessor veio de outra localidade, uma vez que seus familiares residiam na região. Configurando assim a primeira injustiça praticada contra a mencionada senhora por alguns colegas de partido.

Desta feita, deparamos com a infelicidade do senhor presidente da Febem, que além de condená-la antes da sentença ser proferida, promove de vez o cerceamento de defesa, porquanto fora demitida sem a existência de culpa formal.

Por outro lado, sou testemunha de que inúmeros funcionários da Febem procuram serviços para serem realizados em dia de folga, por exemplo de eletricista, encanador e limpeza de quintal, inclusive já me vali de um eletricista, mas isso não quer dizer que sou contra a efetiva apuração dos fatos, aliás, até mesmo com um certo rigor na punição, porém, não antes de fazer a devida apuração.

Já quanto ao fato dos funcionários da Febem terem participado de uma reunião com o candidato Caio Coube, PSDB, nada mais justo que o presidente do partido traga mais subsídios à opinião pública, de vez que desconhecemos o teor da denúncia formulada e só temos a palavra da professora Edinéa, notadamente pela falta de manifestação da direção do órgão envolvido. (Rubens Spindola - OAB/SP 33.633)

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