• Acordo
De acordo com informações do coordenador do Procon em Bauru, Sílvio Orti, um acordo firmado entre a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e os Procons instalados em toda a área de atuação da distribuidora de energia deve beneficiar muitos consumidores. Lembrando: a CPFL atende cerca de 3 milhões de usuários em 218 municípios do Interior do Estado de São Paulo.
• CPFL
O acordo entre a CPFL e os Procons prevê casos de consumidores supostamente inadimplentes perante a empresa. Desta forma, ficou estabelecido que, ao visitar a residência de um cliente para efetuar o corte no fornecimento de energia, o funcionário da companhia deve aguardar por até cinco minutos a apresentação da conta paga. Se isso for feito, o corte não será realizado. Mas se não houver ninguém em casa, haverá a suspensão do fornecimento.
• Garantia
Sílvio Orti considera o acordo positivo e uma garantia a mais para os usuários que pagaram suas contas de energia com atraso. De acordo com ele, é grande o número de reclamações junto ao órgão de defesa do consumidor referentes a casos dessa natureza. “Muita gente registra queixa contra a CPFL porque a conta estava paga e o funcionário não esperou o morador mostrar a fatura antes do corte ser efetuadoâ€, diz o coordenador do Procon em Bauru.
• Poder
Parece que o consumidor tem feito, cada vez mais, o uso consciente de seu poder soberano através da utilização de meios disponibilizados por empresas varejistas para manter canal aberto de comunicação com seus clientes. Segundo informações do grupo Confiança, a linha 0800-131331 (o primeiro canal aberto do País no setor supermercadista) criada em 1996 tem sido tão utilizada que a empresa está ampliando a divulgação do e-mail também aberto aos clientes, para oferecer mais um canal de comunicação.
• Canal aberto
O e-mail cliente@confianca.com.br tem a mesma finalidade do 0800, que é a de manter um canal aberto da empresa para que os consumidores possam dar sugestões, tirar dúvidas, fazer reclamações, elogiar iniciativas, enfim, fazer as observações que considerarem necessárias e apropriadas. Trata-se de um hábito importante por parte dos consumidores, já que através desses contatos as empresas podem tomar atitudes que beneficiem seu público-alvo.
• Freio
No terceiro mês do ano e do mandato do novo governo, a inflação continuou a desacelerar. Para os pessimistas, é um bom motivo para respirar mais aliviados. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), passou para 1,13% no acumulado das quatro semanas encerradas em 12 de março. Na quadrissemana anterior, encerrada no dia 6, a alta de preços havia atingido 1,26%.
• Números
O grupo alimentação manteve a maior alta e continua a puxar o índice, com aumento de 1,91%, mas também já desacelerou. O grupo transportes ainda pesa (1,73%), mas reduziu a intensidade de alta com o menor impacto do aumento das tarifas de ônibus e combustíveis. Já os grupos vestuário e despesas diversas registraram deflações de 0,26% e 0,23%, respectivamente. Os números não mentem e mostram sinais animadores.
• Na contramão
Na direção oposta da desaceleração da inflação, a taxa de juros cobrada no cheque especial subiu para 9,44% ao mês em março, passando a equivaler a 195,17% ao ano. Diante disso, o Procon orienta para que o consumidor reflita muito antes de contratar um empréstimo. Se o objetivo for saldar uma dívida no cheque especial, é preferível utilizar um empréstimo pessoal, pois as taxas são menores. Adiar certas decisões de consumo também é aconselhável, para aguardar uma conjuntura mais favorável.