Política

Servidores municipais protestam hoje em frente ao Palácio das Cerejeiras

Por Gilmar Dias | Com Agência Folha
| Tempo de leitura: 2 min

Os servidores públicos municipais vão se reunir hoje em frente à Prefeitura de Bauru para protestar contra a proposta do prefeito Nilson Costa (PPS) de repor em 6% os salários da categoria.

A manifestação está marcada para começar às 17h. Está prevista a realização de um ato público. A diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), Idelma Alcântara, adiantou ontem que a categoria reserva algumas surpresas para a reunião.

Os servidores reivindicam reposição salarial de 58,71% e vale-compra de R$ 200,00. Além dos 6% oferecidos ao funcionalismo, a administração municipal promete reajustar de R$ 111,00 para R$ 120,00 o valor do vale-compra.

O grau de insatisfação da categoria dos servidores públicos não é exclusividade da Prefeitura de Bauru. Os funcionários da Prefeitura de Jardinópolis (SP) iniciaram ontem uma greve para reivindicar uma reestruturação no quadro funcional da administração.

O movimento estava previsto para acabar ontem mesmo, após a aprovação na Câmara do projeto de reestruturação enviado pelo Executivo. De acordo com o sindicato da categoria, no entanto, o texto foi encaminhado com erros e a paralisação está mantida.

Com a greve, Jardinópolis desponta como a cidade em que o impasse entre servidores e prefeitura está mais grave, mas a situação não ocorre apenas nesse município da região. A crise financeira das prefeituras, somada ao avanço da inflação, tem feito com que as negociações salariais se acirrem nas administrações.

Em pelo menos outras duas cidades da região as negociações estão emperradas. Os servidores de São Carlos e Jaboticabal rejeitaram as propostas das administrações e já aprovaram estado de greve.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Jardinópolis, João Pereira da Silva Filho, disse que cerca de 800 dos 1.200 funcionários da prefeitura aderiram à greve ontem. Só estariam funcionando o atendimento de emergência na área da saúde e setores administrativos.

O projeto de reestruturação deveria elevar o menor salário de R$ 231,15 para R$ 301,00. O texto encaminhado à Câmara, no entanto, prejudicava os servidores com salários mais baixos.

Comentários

Comentários