Bairros

Sear usa 60% da verba emergencial

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear) vai despender pelo menos 60% do total de recursos disponibilizados pelo prefeito Nilson Costa (PPS) através do decreto de emergência assinado no dia 18 de fevereiro. Do crédito de R$ 1 milhão liberado devido aos estragos provocados pela chuva, a secretaria já empenhou R$ 596 mil.

Em contrapartida, a Secretaria Municipal de Obras deve gastar menos de R$ 300 mil. Porém, como ainda restam algumas contratações, é possível que o montante total seja investido em obras de recuperação da cidade.

“Quando abre-se crédito para emergência, não significa que ele será todo utilizado. Até porque, em situações de emergência, a Secretaria de Finanças transfere a dotação orçamentária de uma pasta para outra”, explica o secretário de Obras, Antonio Carlos Duarte.

De acordo com ele, nos próximos dias, será publicado no Diário Oficial do Município (DOM), a contratação de duas mil horas de escavadeiras hidráulicas e a aquisição de seis mil metros cúbicos de pedra tipo rachão. No primeiro caso, a administração municipal vai investir R$ 176 mil e no segundo, R$ 72 mil.

“Temos seis meses para concluir todas as obras. Os trabalhos na rua Natal Fornazari, no Ferradura Mirim, já estão quase concluídos, assim como os da quadra 34 da avenida Rodrigues Alves, da avenida Comendador José da Silva Martha próximo à linha de trem, e da avenida Nuno de Assis”, conta.

Com a nova contratação, Duarte pretende recuperar parte da Vila Ipiranga, a baixada onde as avenidas José Vicente Aiello e Comendador José da Silva Martha se cruzam, além de trechos de estradas rurais.

“Para isso, estamos utilizando 120 servidores. O trabalho mais pesado vai ficar com a Sear”, ressalta.

Concorda com ele o responsável pela pasta, Arlindo Figueiredo, que sem contar com recursos alocados recuperou mais de 60 ruas em 20 bairros de Bauru e ainda tem quase a cidade toda para prover.

“O trabalho com os equipamentos contratados começou hoje (ontem). Dividimos os 276 funcionários da secretaria em duas equipes. Uma frente começou pelo Núcleo Fortunato Rocha Lima, e a outra pelo Parque São Geraldo. O cronograma seguirá por regional e as duas equipes se encontrarão no centro da cidade. Em três meses, espero ter resolvido o problema”, explica Figueiredo.

Para tanto, ele locou 5.400 horas de caminhão, 2.160 horas de motoniveladora, 1.080 horas de trator e 1.620 horas de compressor. No total são 18 máquinas a mais nas ruas. A frota da prefeitura chega a 17 veículos, contando com os sete caminhões de asfalto.

“Hoje (ontem), ainda estamos fazendo a cotação das pedras que serão utilizadas para tampar buracos. Não temos idéia de quanto será gasto”, finaliza.

Através do decreto de emergência, que tem validade de 90 dias, a prefeitura pode contratar serviços e mão-de-obra sem a realização de licitação. Porém, de acordo com os secretários, as pastas seguem procedimento de tomada de preços. As contratações da Sear foram publicadas no DOM, de anteontem.

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Asfalto resistente

Desde ontem, a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) substituiu a terra por pedras na operação tapa-buracos desde ontem. O objetivo, segundo o responsável pela pasta, Arlindo Figueiredo, é tornar o trabalho mais resistente.

“Seguimos o exemplo do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Como vamos utilizar uma composição de pedra, mais resistente, ainda faremos economia de asfalto”, explica.

De acordo com ele, antes a terra era jogada e o asfalto vinha por cima, o que provocava ondulações no asfalto. Com a nova sistemática, as pedras são depositadas três centímetros abaixo do asfalto, que é instalado na seqüência.

Questionado sobre a razão de não ter alterado a forma de tapar buracos nas vias públicas da cidade há mais tempo, o secretário preferiu não se manifestar.

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