Guerra no Iraque 2003

Jovens soldados vivem um batismo de fogo no Iraque

Reuters
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Nova York - Por volta dessa época, no ano passado, Dan Burgoni cursava seu primeiro ano na escola de artes de Chicago (EUA), tocando jazz em seu trombone e compondo músicas. Agora, ele está prestes a invadir o Iraque. Fazia poucas semanas que o jovem magro de 20 anos ingressara na 101.a Divisão Aerotransportada quando foi deslocado para o norte do Kuwait. A qualquer momento, o norte-americano participará de uma grande ofensiva terrestre no Iraque.

O trombone de Burgoni está em casa, no Illinois. No território iraquiano, o soldado carrega um rifle nos ombros e uma máscara de gás presa à coxa para se proteger no caso de um ataque químico ou biológico realizado pelas forças iraquianas.

A decisão de suspender os estudos e alistar-se por três anos no Exército foi tomada em junho passado e era a realização de um sonho de adolescência. Mas o jovem parece ainda surpreso com a velocidade na qual as coisas caminharam. “Isso para mim ainda é um grande salto. Do trombone para isso”, afirmou Burgoni com um sorriso no rosto. “Acho que estou pronto. Tenho de estar.”

O caso dele não é incomum. Apesar de o Exército dos EUA ser a principal mola por trás da única superpotência do mundo, a corporação ainda é composta majoritariamente por jovens soldados que nunca estiveram em combate. Segundo oficiais militares, a chave para conseguir a superioridade bélica apesar da pouca experiência dos soldados está no uso de armas modernas e no constante treinamento.

O teste está para começar: cerca de 280 mil soldados norte-americanos e britânicos foram mobilizados para atacar o Iraque. “Treinamos o suficiente e não tenho de pensar sobre isso. Treinamos para fazer isso e para continuarmos até a missão estar concluída”, disse Pat Coggi, 19 anos, no Exército há apenas sete meses.

Os veteranos são tomados como mentores pelos soldados mais jovens e os militares que já estiveram em combate procuram transmitir sua experiência.

“Eu era jovem e estava assustado e estava pronto para ver a morte. Se eu não era um homem antes, cresci rápido ali”, disse o sargento Jacques Wyatt, que participou da Guerra do Golfo (1991).

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