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Fatores da harmonia


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Não devem ser considerados como únicos e isolados os problemas de tensões familiares existentes na sociedade, ou seja, aqueles que chegam ao conhecimento dos meios de informações e por eles são divulgados diariamente, de manhã pela imprensa e, dia e noite, pelas emissoras de rádio e televisão, a maioria impressionando face às vítimas que provocam. Não devem por não o serem realmente, porquanto, além deles, há a infinidade dos que acontecem no interior das casas e não são publicados porque os que neles se envolvem ou são envolvidos acidentalmente nunca permitem que transpirem. Provocam-nos, discutem à sua maneira, chegam à solução que lhes interessa e não os expoem à licenciosidade de suas antenas ou de suas bocas. Quantos são eles? A quase totalidade, uma vez que provavelmente não haja lar que possa fugir de alguma tensão periódica, entre os cônjuges e destes com os filhos, sobrinhos e mais gente que convive com os donos da residência. Portanto, é de dar-se um grande prêmio (sem ser de loteria) àquela vivenda onde, vez ou outra, hoje ou amanhã, cedinho, à tarde, à noite ou até de madrugada, não ocorra alguma divergência de opinião ou de atitude, tendo por motivos uma careta, uma discussão ou um conflito e, a partir daí, as rupturas e as separações. Muitas são resultantes de condições sub-humanas, higiene, saúde e educação de famílias carentes. Contudo, outras “muitas” surgem em decorrência de dificuldades de relacionamento dos seres, aos quais se inserem sob qualquer pretexto o desleixo de uns, a cara fechada de outros ou a rebeldia das crianças, em virtude do que a culpa líquida e certa é sempre atribuída ao outro, quando as pessoas não se conscientizam de suas origens e não tentam descobrir as autênticas raízes de seus desentendimentos, para cuja harmonização não podem os divergentes abandonar, no calor de suas cobertas, o desejo sincero de promover o reencontro de sua melhor e mais sadia espiritualidade. Sem chegarem a esse ponto vital de suas arraigadas amizades como voltarem a confraternizar e se abraçarem da forma que o faziam em outros dias ou em outros tempos? Um interessante livrinho, que acabamos de ganhar, aconselha aos leitores: “Melhorem e zelem pelos seus relacionamentos. Doenças e lamentos deixarão seus nervos sempre tensos. Não aumentem as suas dores do passado. Vocês podem aumentar seus anos deixando-as passar. Desejem o bem para todos que vocês encontrarem. Ressuscitem seus sonhos e os busquem com carinho!” É também a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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