Economia & Negócios

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• Exportar

Enquanto empresários de Bauru e cidades da região vivem a ansiedade pela espera do 56.º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), que será realizado no próximo dia 27 no Hotel Obeid Plaza, a iniciativa de empresários do setor de equipamentos médicos e odontológicos de Ribeirão Preto (SP) mostra um exemplo bem-sucedido para abrir as portas do mercado internacional aos seus produtos. Pequenas empresas instaladas em pólo industrial podem ter muitas vantagens com isso.

• Consórcio

Em Ribeirão Preto, um grupo de 15 empresários organizou, no ano passado, um consórcio para atingir o mercado externo. O projeto consistiu em dividir os custos de participação em uma feira de equipamentos na Alemanha. Resultado: os participantes do consórcio já estão fechando os primeiros contratos. Sozinhos, dificilmente essas pessoas teriam conseguido isso. Esse tipo de consórcio pode ser a “bola da vez” para aumentar as exportações no Brasil.

• União

A união dos empresários possibilitou também a troca de conhecimentos entre eles e a conseqüente melhora na qualidade do produto. No ano passado, quando idealizaram o consórcio, apenas uma empresa tinha certificado ISO 9000. Hoje, todas as empresas participantes do projeto têm e estão buscando o selo de qualidade da União Européia. A grande lição dessa iniciativa é que, em Ribeirão Preto e no Brasil, as empresas que se uniram no consórcio são concorrentes. No mercado externo, são parceiras.

• Oportunidade

O 56.º Encomex será uma grande oportunidade para micro e pequenos empresários de Bauru e região aprenderem mais sobre os caminhos que devem ser trilhados para se alcançar o comércio externo. Conforme alguns apoiadores do evento citam em matéria nesta página, exportar não é negócio apenas para grandes empresas. Os pequenos empresários que conseguiram abrir portas no mercado externo (há vários casos em Bauru) só têm a comemorar.

• Máquinas

Ainda falando sobre o meio empresarial, adquirir máquinas usadas é um caminho comumente trilhado por quem não dispõe do capital necessário para abrir ou ampliar um negócio. Esses equipamentos custam, em média, de 10% a 50% menos do que os novos e podem ser financiados ou importados. É uma estratégia cada vez mais utilizada por empreendedores que não ainda possuem faturamento suficiente para obter crédito e comprar equipamentos novos.

• Cuidados

Embora sejam bastante vantajosas em termos de preço, as máquinas usadas exigem cuidados no momento de sua aquisição. É preciso verificar seu funcionamento e a adequação para a produção, procurar estabelecimentos confiáveis e exigir nota fiscal. Quando for possível, também é interessante fazer um teste antes, acompanhado por pessoal técnico. O processo de compra de usados varia muito, dependendo do segmento e da utilidade.

• Atestado

Já máquinas importadas, para qualquer finalidade, demandam avaliações técnicas no país de origem. Atualmente, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Argentina são os principais fornecedores de máquinas usadas para o Brasil. Para trazer ao País um desses equipamentos, o empresário precisa contratar uma empresa que faça um atestado do valor do maquinário. Essa precaução é importante para não ter problemas depois.

• Imposto

Conforme tema abordado ontem nesta coluna, mais uma instituição financeira está oferecendo linha de crédito para antecipar a restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2003 (ano-base 2002). Trata-se do Banco BBV. A taxa de juros cobrada na operação é de 3,9% ao mês. O valor mínimo do empréstimo é de R$ 300,00, e o máximo corresponde a 100% do valor a ser restituído ao contribuinte pela Receita Federal.

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