Bairros

Vidágua alerta para o esgotamento do Batalha

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), membro do Instituto Ambiental Vidágua, aproveita o Dia da Água, comemorado hoje, para chamar a atenção para o rio Batalha, que abastece quase metade de Bauru. “O Batalha oferece 700 litros de água por segundo para a cidade. Ele está numa degradação intensa, com erosões e o leito totalmente assoreado. É um problema sério. O rio vai fornecer água só por mais três anos se providências urgentes não forem tomadas”, diz.

Ele conta que a sociedade civil, através do Fórum Pró-Batalha, e o Instituto Vidágua, tem trabalhado para recuperar o rio. “Só isso não resolve. Temos que recuperar as erosões, fazer o manejo do solo e recuperar as matas ciliares das árvores que foram desmatadas”, afirma.

Agostinho acha que na estiagem deste ano o bauruense vai sentir o problema. “Vai haver falta de água neste ano. Ninguém vive sem água e vamos ter problemas de abastecimento”, prevê.

O desperdício do líquido atinge 50%, pelos cálculos do vereador. “O índice de desperdício por parte da população é de 50%. O líquido é usado de maneira inadequada. É possível constatar quando se compara com o consumo de outros municípios”, afirma.

De acordo com ele, o Vidágua está trabalhando com a educação ambiental. “Os resultados são a médio e longo prazos. Este ano levamos 40 professores da rede estadual para conhecer os problemas ambientais e servirem de multiplicadores de informações junto a seus alunos”, conta.

Um dos assuntos mais polêmicos discutidos pelos integrantes do comitê Tietê-Jacaré ontem foi em relação à cobrança da água. Segundo o diretor regional da bacia do baixo Tietê do Departamento de Águas e Energia do Estado de São Paulo, Lupércio Zinaldo Antônio, os valores poderão ser estipulados pelos comitês e vai depender da quantidade e qualidade da água de cada região.

Antônio frisa que os comitês envolvem sociedade civil, Estados e municípios e têm legitimidade para disciplinar as atividades ligadas ao meio ambiente. “Cada região poderá discutir quanto e como deve ser paga a taxa de água.”

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