Bairros

Armas não são a melhor alternativa

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Diante da ameaça constante nas ruas, algumas pessoas optam pelas armas como um artifício para aumentar a sensação de segurança em suas atividades cotidianas. Mas, segundo a polícia, essa não é a melhor alternativa.

O guardador de carros M.A.F., 18 anos, cujo nome está sendo preservado, trabalha com um revólver. “Eu sou segurança, cuido de carros e minha estratégia é não deixar que roubem”, diz.

Ele explica que, em situações de tentativa de roubo dos carros dos quais toma conta, a primeira estratégia é a conversa. Às vezes, precisa utilizar o revólver para intimidar o criminoso.

“Eu jamais gostaria que alguém parasse o carro aqui e uma pessoa chegasse e roubasse numa facilidade. Eu moro na rua e não posso perder o dinheiro daqui”, justifica.

No entanto, afirma que chama a polícia quando vê suspeitos. “Eu trabalho aqui e tenho que chamar a polícia porque, se eu for resolver, eu vou ter que meter bala. Tirar a vida por causa de um carro é uma coisa que eu não quero fazer”, diz.

De acordo com o capitão Wellington Luiz Venezian, comandante da 3.ª Companhia da Polícia Militar (PM), primeiramente a pessoa deve ter domínio sobre a arma. “Quando a vítima está armada, ela acaba potencializando os danos físicos”, explica.

Por esse motivo, roubos simples podem provocar lesões corporais ou homicídios. “Em vez de melhorar a situação, acaba piorando”, diz o capitão.

Dentro de casa, os riscos também são grandes. “Temos várias ocorrências de furto residencial em que o principal objeto furtado foi a arma, que vai acabar alimentando o crime. Uma arma que foi adquirida legalmente vai ser binada, obliterada ou raspada e vai alimentar outro crime”, expõe.

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