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A decisão do Copom


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Ficou dentro do esperado pelo mercado. O Copom - Comitê de Política Monetária, divulgou que está mantendo a taxa básica brasileira em 26,5% ao ano. Além disso, anunciou “viés de alta”. Isso quer dizer que a qualquer momento, independente da próxima reunião do Copom, o presidente do Banco Central poderá elevar a taxa de juros no Brasil. As justificativas são as conhecidas por todos: inflação e guerra.

Não vou entrar no mérito do patamar da taxa (elevadíssima), me concentrando na decisão de sua manutenção. Foi acertada. Vejam, insisto, entendo que não é necessária uma taxa nesse patamar, entretanto, já que está nessa faixa, neste momento o melhor a fazer é mantê-la, sinalizando ao mercado que nenhum ato heróico será realizado.

Até mesmo o viés de alta está dentro da lógica. Se a guerra for de curta duração, não se usa a prerrogativa de aumentá-la; se for de longa duração, o mercado já sabe o que o Banco Central pensa. No curto prazo é isso: juros para manter o controle da economia. No médio prazo esperamos mais: contas externas estão indo bem; inflação demonstrando queda; superávit primário mantido dentro do patamar esperado; dólar oscilando entre R$ 3,40 e R$ 3,50; risco do país em queda; bolsas reagindo bem. Enfim, há um cenário otimista quanto ao desempenho da economia nacional. Isso só será revertido se o governo Lula for incapaz de levar em frente às reformas da previdência e tributária ainda este ano. Dentro de uma normalidade os juros internos precisam e devem cair. Neste momento, dadas as condições externas, vamos aceitar como positiva a decisão do Copom. (O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, delegado do Corecon e vice-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru)

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