Guerra no Iraque 2003

Crise humanitária no Iraque gera troca de acusações entre os países

Agência Folha
| Tempo de leitura: 1 min

Bagdá - As forças anglo-americanas, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a ONU disseram ontem estar trabalhando para impedir que a situação humanitária no Sul do Iraque piore ainda mais. Mas autoridades iraquianas acusaram os EUA, o Reino Unido e as Nações Unidas de responsabilidade por uma eventual crise alimentar e de saúde no país.

O CICV começou a reparar a principal estação de distribuição de água em Basra, onde faltam água e energia desde sexta-feira, início da invasão do país. Com mais de 1,2 milhão de habitantes, a cidade pode enfrentar surtos de cólera e diarréia devido ao consumo de água poluída. Até agora, no entanto, pouco pôde ser feito devido à insegurança existente no Sul do Iraque em geral. Nem as forças invasoras nem as iraquianas tinham controle sobre a região.

Ontem, militares britânicos anunciaram que haviam garantido o controle sobre Umm Qasr, único porto do Iraque no golfo Pérsico. Autoridades iraquianas negaram. Segundo os britânicos, um navio com 231 toneladas de comida, remédios, cobertores e água potável atracará hoje, após a retirada de minas do canal que dá acesso ao porto.

O presidente George W. Bush disse ontem, ao pedir ao Congresso americano uma verba extra de US$ 74,7 bilhões, que os EUA e o Reino Unido estavam trabalhando para possibilitar a entrada de ajuda humanitária no Iraque.

O ministro do Comércio iraquiano, Mohammed Mehdi Saleh, acusou os dois países de fomentarem a crise ao impedir a entrada de alimentos e remédios importados pelo país.

Segundo o ministro, eles adotam um “comportamento desumano e imoral” ao bloquear a chegada de produtos comprados através do programa “petróleo por comida”.

Comentários

Comentários