Guerra no Iraque 2003

Protesto reúne milhares na Síria

Reuters
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Damasco - Centenas de milhares de sírios enfurecidos foram às ruas de Damasco (capital) ontem para exigir o fim imediato da guerra liderada pelos EUA no Iraque, país árabe vizinho. “Parem de assassinar iraquianos agora”, lia-se em uma faixa. “Iraque: símbolo da nação árabe”, afirmava outro cartaz, ao redor do qual se viam bandeiras iraquianas e sírias.

Segundo a guarda de trânsito, havia centenas de milhares de manifestantes em Damasco. Protestos semelhantes aconteceram em outras cidades da Síria.

O governo, que se opõe à guerra, permitiu que os funcionários públicos deixassem de ir trabalhar para participarem da passeata. “Sacrificamos nossas almas e nosso sangue pelo Iraque”, gritavam os manifestantes, enquanto queimavam bandeiras dos EUA e da Grã-Bretanha. Alguns na multidão xingavam o presidente norte-americano, George W. Bush, de “porco” e de “criminoso”.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, era descrito como um “servo e um cão”. Os manifestantes também xingaram os líderes do Egito, da Jordânia, do Catar e do Kuwait, acusando-os de dar apoio à guerra.

Centenas de policiais antimotim e de integrantes de outras forças de segurança ergueram bloqueios nas ruas que levam à embaixada norte-americana, apedrejada por uma multidão enfurecida em 2000.

Os manifestantes exigiram a expulsão dos embaixadores norte-americano e britânico e o fechamento das embaixadas desses países. “Dizemos isso claramente: não queremos ver as embaixadas deles (em Damasco)”, gritavam.

A oposição dos sírios à guerra aumentou depois da divulgação de notícias de que aviões dos EUA e da Grã-Bretanha bombardearam um ônibus sírio no Iraque.

O veículo voltava para a Síria. No ataque, foram mortos cinco civis e ficaram feridas mais de dez pessoas. Os EUA disseram que o ataque havia sido um acidente e pediram desculpas aos familiares dos mortos.

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