Essa história será narrada por três “excelentes†pescadores sem falsa modéstia, sendo que apenas um, dentre os três, viveu esta experiência cercada de muito mistério .
A história que vamos relatar se passou no rio Tietê, mais precisamente em Cambaratiba, próximo à barragem.
Trata-se de um mistério que não podemos de forma nenhuma, perpetuar apenas aos pescadores que vivenciaram o ocorrido, pois embora pareça algo de outro mundo, deixando meus companheiros “arrupiadosâ€, pois acreditaram que “almas penadas†fizeram de tudo para que “nunca mais†pescassem em suas vidas.
O início da pescaria já contou com fatos que deixaram o amigo Rick extremamente irritado, pois implorava ele a semana toda, que “não se levasse qualquer bebida alcoólicaâ€, que tão pouco se bebesse antes e durante a pescaria. Porém ao se encontrar com os companheiros - Valdimir, Celso e Edivaldo, já notou que algo tinha acontecido.
Assim que “embarcaram†no carro do Rick, o Edivaldo já demonstrava sinais de embriaguez total (olhos vermelhos, bafo de jibóia, mãos e pernas trêmulas, fala embargada com sua língua mal cabendo dentro da boca aparentando ter pelo menos uns 30 centímetros).
O Rick, já ameaçando não mais ir pescar, concordou em levá-los, porém com uma condição: o Edivaldo iria dormindo, sem dizer uma só palavra, não podendo manifestar qualquer opinião ou palpite.
Porém embora no estado já mencionado, insistia em parar em tudo quanto é luminoso que via pela frente (se é que enxergava alguma coisa), resmungando que apenas “queria parar para comprar um refrigeranteâ€.
Chegando ao local da pescaria, todos, menos o Edivaldo, ajudaram a descarregar a “tráiaâ€, sendo que o “embriagado†procurou sarar da sua “fogueira†dando um pequeno mergulho no rio. Fato este que ainda trouxe mais aborrecimentos, pois o mesmo reclamava, após o banho de muito frio e queria saber onde era o banheiro para “tirar água do joelhoâ€.
Barco alugado, porém pago com desconto, pois possuía um pequeno vazamento interno (coisa insignificante), que no momento nem foi levado em consideração, bastando saber que o preço pago foi menor que o pedido por um barco - digamos normal.
Motor não havia, ainda que dois remos quebrados “levinhos - feitos de aroeiraâ€, fora emprestado pelo proprietário do barco de aluguel, que nada cobrou pela camaradagem.
Por volta do meio-dia, apoitados no canal do rio, já sem sentir os braços de tanto remar, o companheiro Edivaldo, ainda com sintomas de embriaguez, deixou que um pé de vento carregasse seu pequeno sombrero-mexicano para dentro do rio e para longe do barco, o que novamente mexeu com os nervos do Rick, pois o local era piscoso. O nosso companheiro Edivaldo, sem noção do perigo, já foi logo tirando a camisa e a calça, queria pular atrás do chapéu que curiosamente subia a correnteza devido ao forte vento contrário. Neste momento, já com os nervos à flor da pele, todos os outros companheiros o seguraram para evitar um mal maior, imaginem o “trupé†dentro do barco já cheio d’água!!!
Já aos berros e com água até a canela, devido ao “pequeno†vazamento (lembram-se do desconto no preço?), o Rick pediu a colaboração de todos, pois queria pescar.
O Rick com sua carretilha, conseguiu num arremesso certeiro “fisgar†o dito chapéu encerrando assim o caso.
Antônio carlos Pavanato e Fernando Alvarez relataram está história em parceria.
(continua na próxima edição)