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Vigília protesta hoje contra guerra

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com velas, faixas, vestimentas pretas, mural de fotos sofre a fome e os flagelos humanos, além de um caminhão de som, militantes políticos e sindicalistas farão hoje uma vigília contra a guerra. O ato, que será iniciado às 16h em frente ao prédio da Câmara Municipal, é aberto a todos os que queiram protestar contra a destruição e sofrimento decorrentes da invasão americana no Iraque.

“Gostaríamos de concentrar todas as entidades que estão demonstrando indignação com o extermínio do povo iraquiano. Vamos nos juntar aos 400 mil americanos que sofreram resistência durante manifestação em Nova York e às pessoas que saíram às ruas para protestar em todo o mundo”, convoca a presidente do diretório municipal do PSTU, Iraci Borges.

Na opinião dela e dos companheiros do PT, do PC do B e dos sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), organizadores da vigília, o presidente dos EUA, George W. Bush, deveria aplicar os U$ 75 bilhões solicitados ao Congresso americano para combater a fome do mundo.

“Bush está usando duas táticas para a mesma finalidade. No Iraque é o bombardeio, na América Latina é a implementação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Ele quer se apoderar de todas as riquezas. O governo brasileiro deveria romper com ele e não pagar a dívida externa, que está financiando a guerra. É o que pensa o PSTU”, conclui Borges.

Também enfática é a postura do diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Paulo Martins, que prega a negativa de todos os acordos propostos pelo governo Bush, que não soube respeitar a soberania do povo Iraquiano.

“Trata-se de um confronto imperialista sustentado pela indústria da guerra. Mesmo os países opositores ao conflito têm interesses comerciais no país de Saddan Hussein. A reconstrução do Iraque já foi loteada”, ressalta a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), Sônia Carvalho.

Por repudiar com a mesma veemência o ataque no Iraque, a diretora estadual do Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse), Rosana Celeste Pereira Pinto, garante que mesmo se chover a vigília será realizada. “A idéia é que o protesto se encerre às 20h, mas dependendo da participação popular, podemos prolongá-lo até mais tarde”, diz.

Segundo a diretora estadual do Sindicato dos Professores (Apeoesp), Marilene Carvalho Rocha, o objetivo é aproveitar a concentração de entidades e grupos organizados para formar um comitê contra a guerra, que possa realizar outras atividades conjuntamente.

Paz

Ontem à noite, estudantes ligados à Pastoral Universitária, ao Centro Acadêmico XXV de Outubro, ao Diretório Acadêmico de História e ao 1º Ciclo da Universidade do Sagrado Coração (USC), realizaram um ato pela paz.

Após participarem de uma missa no pátio da USC, os universitários, alguns vestidos de branco ou portando balões da mesma cor, discutiram as implicações militares, políticas e humanitárias do conflito.

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