Polícia

Agentes substituirão policiais na guarda de presídio a partir do dia 1

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Aproximadamente 900 policiais militares da área do Comando de Policiamento Interior-4 (CPI-4) vão retornar às ruas de Bauru e de toda a região a partir do dia 1 de abril. Os agentes de escolta e vigilância penitenciária passarão a fazer a guarda externa dos 19 presídios da área do CPI-4. Em Bauru, 35 policiais serão liberados para o policiamento. Eles serão distribuídos nas 1.ª e 3.ª companhias da Polícia Militar.

A substituição da guarda externa foi anunciada ontem pelo novo comandante do CPI-4, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges. Segundo ele, a data da troca foi definida na noite de terça-feira pelo governo estadual. “Será uma cerimônia simbólica na Penitenciária 2 de Pirajuí”, diz.

A partir da cerimônia, a substituição será automática em toda a área do CPI-4. “Na cidade de Bauru serão liberados em torno de 100 homens. Porém, a escolta de presos de Bauru, Pirajuí e futuramente de Reginópolis permanece sendo feita pela Polícia Militar”, conta.

Os cerca de 35 policiais serão diluídos na 1.ª e 3.ª companhias da PM. “A distribuição vai manter o equilíbrio entre a população e o número de policiais e viaturas. Não há um bairro que esteja necessitando mais, pois quando uma determinada região apresenta um índice de criminalidade maior, deslocamos a Força Tática”, frisa.

Na opinião dele, os agentes de escolta e vigilância penitenciária estão preparados para fazer a guarda externa. “Estamos corrigindo um paradoxo. Um policial com 13 meses de treinamento era colocado para fazer a guarda externa. Hoje, foi reconhecido que 60 dias de treinamento são suficientes para este tipo de trabalho”, frisa Eclair.

De acordo com o coronel, os agentes passaram por treinamento prático de tiro. “Tiveram aulas de tiro de calibre 12, 38 e com todo os armamentos necessários”, afirma.

Eclair ressaltou que embora a guarda externa passe a ser uma obrigação dos agentes, os policiais não vão abandonar os presídios. “Vamos deixar um supervisor, um sargento para aparar as arestas e debelar qualquer possibilidade de fuga dos presídios”, ressalta.

Ele acredita que num primeiro momento a guarda poderá ser testada pelos presos. “Eles vão querer testar a guarda, mas nós estamos prontos para dar uma resposta firme. Não vamos deixar a situação degringolar”, garantiu.

Vigilância

Os agentes deverão vigiar a área externa e interna da unidade prisional em toda a sua extensão, impedir fugas de presos utilizando recursos disponíveis, inclusive por meio de arma de fogo, comunicar a seu superior imediato, por meio de rádio transmissor, o lançamento de objetos na área de segurança e inspecionar o solo ao redor da unidade com o objetivo de detectar qualquer perfuração estranha que possa sugerir tentativa de fuga.

Na região noroeste do Estado, que abrange Bauru, são 840 vagas de agentes, informou o coordenador das unidades prisionais desse setor, Antonio Paulo Veronezzi, no início do mês. “Em 2002 foram nomeados e já terminaram o treinamento os 745 aprovados na seleção. As demais vagas estão sendo preenchidas gradativamente”, diz.

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