Polícia

Bauru aguarda delegacia participativa

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia Seccional de Bauru está aguardando um sinal verde do delegado-geral de polícia para instalação da Delegacia Participativa em Bauru. Nos moldes das delegacias participativas já implantadas na Capital e em São José do Rio Preto, a nova unidade deverá ser instalada no antigo prédio do 3.º Distrito Policial, localizado na Praça D. Pedro II.

Além da autorização, Antônio Ângelo Ciocca, delegado seccional, aguarda a reforma do prédio, que já está sendo licitada. A Delegacia Participativa, informa Ciocca, funciona 24 horas e registra todas as ocorrências policiais da cidade, liberando os distritos para a apuração de inquéritos.

“Os boletins de ocorrências serão substituídos por Registro Digital de Ocorrências (RDO). O RDO é um mapa da vida daquele que vai registrar uma ocorrência, seja vítima ou acusado”, explica.

Ele ressalta que no pré-atendimento a pessoa fornece seu nome e, através do programa em rede, o policial tem, de imediato, todas as informações daquela pessoa. O “mapa” informa, inclusive, se aquela pessoa já registrou o fato em alguma delegacia do Estado. “Há um controle de todos os registros. A informação fica na rede e é só acessar”, frisa.

O prédio, que também abriga a Delegacia Seccional, deverá passar por reformas para poder receber equipamentos de informática que, ligados em rede, irão proporcionar agilidade no trabalho de polícia judiciária. Ciocca explica que visitou a Delegacia Participativa da Capital para poder ter noção das modificações que são necessárias fazer no prédio.

Segundo o delegado, não há previsão da data de instalação. “Os funcionários terão que ser treinados para o novo tipo de trabalho, que é diferente do atual’, diz.

Divisão do público

Na nova delegacia haverá duas entradas para possibilitar um atendimento agilizado e humanizado, de acordo com Ciocca. “Os acusados não ficarão no mesmo espaço que a vítima, como ocorre hoje. Isso para que a vítima não tenha contato com o agressor”, diz.

A estratégia faz parte da excelência no atendimento que a Polícia Civil pretende obter. “O público será melhor atendido e para isso todos os funcionários da delegacia terão que fazer um curso de excelência em atendimento”, relata.

Ciocca ainda não dispõe do número exato de funcionários que irão trabalhar na nova delegacia. “Vamos requisitar cinco delegados para serem fixos e mais um escrivão por equipe e agentes de telecomunicações. Atualmente, os plantonistas acumulam a sua delegacia e o plantão”, frisa.

Com todos os registros feitos pela Delegacia Participativa, os distritos e as delegacias especializadas ficam livres para aberturas de inquéritos e investigações, afirma o seccional. “Para o trabalho específico de polícia judiciária”, afirma.

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