Regional

Polícia já investigava entrada de aparelhos na unidade de Araraquara

Tribuna Impressa
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Araraquara - A polícia de Araraquara já investigava uma denúncia da entrada de aparelhos de telefone celular na unidade prisional. Funcionários consultados disseram que os telefones seriam utilizados para contatos dentro e fora da penitenciária com o intuito de articular a entrada de drogas, armas, telefones e até preparação de fugas.

O coordenador regional do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, José Batista Pancioni, disse por telefone, de Campinas, que ficou sabendo da prisão de Romualdo José Rinaldi através de um telefonema e também acompanhou pela imprensa. Ele comentou que conhecia o agente e o classificou como um bom profissional. Ele não acredita que poderá haver alguma represália aos demais funcionários da unidade.

Para o diretor da penitenciária, Jorge Bento de Camargo, a descoberta do aparelho no meio do pão pode ser considerada como “uma vitória de toda a sociedade”. Ele afirma que o agente já estava sendo investigado, mas admite que foi uma surpresa.

Romualdo Rinaldi foi afastado preventivamente do cargo. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, o afastamento é preventivo e tem prazo de 30 dias.

Respondendo interinamente pelo 1.º DP, o titular do 4.º distrito, Antônio Luís de Andrade, autuou Rinaldi por corrupção passiva, prevaricação (quando serviço no qual a pessoa é designada não é feito) e facilitação de fuga. Nos dois primeiros crimes a pena prevista é de um ano. Já para facilitações, a pena de reclusão é de quatro anos. Ainda ontem ele foi recolhido à cadeia de Araraquara.

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