Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Favoritos

Pela importância do assunto abordado ontem nesta coluna, sobre o cenário que se vislumbra nesse ano em torno de possíveis fusões e aquisições de redes varejistas, torna-se necessário voltar ao assunto, abordando outras situações. O grupo brasileiro Pão de Açúcar e o francês Carrefour são cotados como compradores favoritos dos ativos das redes concorrentes. As duas cadeias disputam a liderança por faturamento no Brasil.

• Ranking

De acordo com o ranking de 2001 do setor, o último divulgado pela Associação Brasileira de Supermerados (Abras), a rede Pão de Açúcar detém cerca de 15% das vendas no setor, e o Carrefour, 12,7%. As redes Bompreço/G. Barbosa e Sonae - que estão entre as cinco maiores redes supermercadistas do País - controlam, respectivamente, 5,4% e 4,7% das vendas.

• Postura

O presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, Abílio Diniz, confirma que o grupo mantém sua postura de comprador. Porém, evita comentar se há disposição de venda dos ativos pelas concorrentes. Por outro lado, já chegou a afirmar à imprensa que nenhuma das grandes empresas globais vai totalmente bem no Brasil. A que estaria em melhor situação seria o Carrefour, entre os hipermercados.

• Concorrentes

O problema enfrentado atualmente pelas grandes redes é a forte concorrência do mercado informal (pequenos supermercadistas) no Brasil, que é acusado de concorrência desleal por possível sonegação de impostos. Um forte candidato para concretizar aquisições neste ano - além dos que já foram citados ontem - seria o Carrefour. Na França, o principal executivo da rede manifestou interesse em ativos que o grupo holandês Royal Ahold possa colocar à venda.

• Problemas

O presidente do Carrefour no Brasil, Eric Uzan, se mostra mais cauteloso. Segundo ele, o crescimento através da compra de outras redes não seria prioridade do grupo. Mais uma vez, problemas macroeconômicos no Brasil - como a queda no poder de compra e a alta da inflação - deverão inibir a entrada de novas redes no País. Alguns consultores avaliam que neste momento será difícil ver grandes grupos estrangeiros investindo no mercado brasileiro.

• Refis

Pessoas físicas que possuem dívidas em impostos são alvo de uma boa notícia. O governo permitirá para quem está nessa situação que parcele a tempo perdido seu saldo devedor. A exemplo do que acontece no Refis, programa de refinanciamento das dívidas das empresas, o governo abrirá um programa específico para o parcelamento das dívidas das pessoas físicas. O objetivo é oferecer redução de 50% na multa que deveria ser paga pelo atraso no pagamento e estabelecer uma parcela mínima - de R$ 100,00 a R$ 200,00 -, que será paga mensalmente.

• Exportações

Em tempos em que tanto se fala sobre a necessidade e a importância das exportações para o País, as indústrias transformadoras de plásticos e empresas fabricantes de máquinas para o setor acreditam no aumento das vendas externas para crescer em 2003. Este foi o principal discurso dos representantes da indústria plástica que participaram recentemente da Brasilplast, maior feira de fabricantes de máquinas para o setor da América Latina, realizada em São Paulo.

• Plástico

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as empresas do setor pretendem investir US$ 4,6 milhões em 2003 e 2004 com divulgação de produtos brasileiros no mercado internacional. A estratégia de buscar novos nichos no Exterior, adotada no ano passado, deve permanecer. Em 2002, as exportações do setor cresceram 5%.

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