O projeto do vereador Faria Neto, que visa a limitação de garagens nos imóveis residenciais é um absurdo! Faço uso deste jornal para chamar a atenção dos vereadores de nossa cidade, no sentido de que, atualmente, a grande maioria das famílias possui mais de um carro, e não é preciso dizer o desconforto que a limitação de garagens traria aos ocupantes dos imóveis residenciais. Certamente, aqueles menos favorecidos pela sorte, e que não serão afetados com a limitação de garagens, residem em regiões onde “sobra vaga e falta carroâ€. Outro motivo que deve ser considerado é que a entrada única de veículo em um imóvel, que normalmente resulta em garagens seqüenciais, há muito é considerado como fator de desvalorização do imóvel, e que resulta em dificuldades quando se pretende vendê-lo.
Ressalto ainda que a falta de vagas nas ruas para estacionamento está diretamente ligada às regiões comerciais, e ao invés de aprovar projetos como este, melhor seria buscar a definição e a moralização de uma lei de zoneamento condizente com a realidade de nossa cidade, definindo corredores comerciais, e não permitindo a invasão de estabelecimentos comerciais, entre eles: boates, casas noturnas etc., em regiões característicamente residenciais, como atualmente vem acontecendo em nossa cidade.
Sabendo que os estabelecimentos comerciais é que acarretam a falta de espaços para estacionamentos nas ruas, conveniente seria exigir, quando da aprovação de prédios comerciais, a obrigatoriedade de recuos para possibilitar estacionamentos frontais aos referidos imóveis. Esperem, pois, a exemplo de outras ruas e avenidas, brevemente veremos a avenida Getúlio Vargas passando por essas dificuldades que, certamente, poderiam ser evitadas se medidas pró-ativas tivessem sido adotadas. Ou a única alternativa será a limitação das garagens dos prédios residenciais das ruas transversais, para resolver os problemas gerados pela falta de atitudes anteriores. Sugerimos que ao invés de procurar “pêlo em ovo†procurem trabalhar em prol de causas mais justas e urgentes, que correspondam às expectativas daqueles que os elegeram, sem contudo restringir, onerar ou limitar ainda mais o direito de cada cidadão. (Fernando Cesar Pegorin, diretor da Aciba e administrador de imóveis - RG: 7.493.329)