Economia & Negócios

Aumento pode levar usuário a procurar outro transporte

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Usuária assídua de táxi, a médica veterinária Teresa Mendes diz que, dependendo do índice do reajuste, passará a usar outros meios de transporte. “O atual preço é suportável, mas se subir muito ficará difícil. Hoje uso táxi somente em caso de necessidade, para ir ao médico ou quando estou com as crianças”, diz ela, que tem dois filhos e está grávida de novo.

Sem carro, Teresa, que costuma tomar táxi até uma vez por semana, já pensa na possibilidade de andar mais de ônibus. “Eu ando de ônibus, mas às vezes não dá por causa do horário ou porque pára muito longe de onde eu vou. Mas se aumentar muito, terei que apelar para o ônibus mesmo”, afirma.

Moradora no Jardim Marambá, Teresa conta que paga entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por uma corrida da área central até sua casa. “Depende do taxista, do dia”, ressalta.

O professor Carlos Ferreira é outro usuário de táxi que já está fazendo as contas de quanto desembolsará a mais com o transporte.

Ele, que toma táxi pelo menos uma vez por mês, já acha a atual tarifa de Bauru alta. “Em São Paulo a gente paga mais, mas anda muito de táxi. Aqui, uma corrida da rodoviária até minha casa, no Altos da Cidade, fica em mais de R$ 8,00”, frisa. “Se aumentar muito, vou deixar de andar de táxi”, frisa.

De acordo com Waldir Faria Freitas, presidente do Sindicato dos Taxistas, conta que idosos, pessoas com malas e mulheres com crianças são os principais clientes do transporte na cidade.

O táxi também é bastante chamado em casos de doença e para pessoas que vão sacar dinheiro no banco, segundo ele. “Na época do pagamento o movimento aumenta porque muita gente, principalmente os mais idosos, chamam táxi porque têm medo de batedores de carteira”, afirma.

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