Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Diet

Resultados de uma pesquisa feita pela ACNielsen podem ser o indicativo de que as pessoas estão, realmente, se preocupando mais em manter a forma, ou cuidar da saúde. As vendas de produtos dietéticos aumentaram no ano passado e somaram US$ 2,5 bilhões, segundo mostra o levantamento. Alguns exemplos são produtos como os achocolatados em pó e os bolos industrializados diet (destinado a pessoas com diabetes ou dietas de baixa caloria) e light (teor calórico reduzido). As vendas aumentaram 221% e 182%, respectivamente.

• Receita

Os fabricantes de produtos diet e light não têm do que reclamar; pelo contrário. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e para Fins Especiais (Abiad) mostram que, nos últimos dez anos, a receita deste setor da indústria alimentícia teve expansão de 870%. A pesquisa da ACNielsen também detectou que metade dos consumidores brasileiros têm produtos light ou diet em casa. Saúde e estética parecem estar “na moda”.

• Emprego

Um estudo divulgado ontem pela Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo mostra que a rotatividade de emprego no Brasil em 2002 foi a mais baixa dos últimos 22 anos. No ano passado, 32,43% dos 27,2 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada trocaram de emprego. Para se ter uma idéia, em 1980 a rotatividade era de 49,79%. Isso significa que para cada dois empregados, um trocaria de emprego naquele ano. Já em 2001, a taxa foi de 35,9%.

• Rotatividade

Apesar da queda registrada no ano passado, a rotatividade de emprego no Brasil ainda é uma das maiores do mundo. Segundo informou o secretário de Trabalho da prefeitura, Márcio Pochmann, durante a divulgação da pesquisa, a média entre as economias mais desenvolvidas é de 20%. De acordo com ele, a tendência de redução na troca de emprego no Brasil começou na década de 80. O fator mais importante foi o aumento da multa do FGTS em caso de demissão.

• Custo

A análise que se faz é de que a multa maior elevou o custo das empresas, que passaram a adotar uma postura mais conservadora na decisão de cortar postos de trabalho. A partir da Constituição de 1988, a multa paga ao empregado demitido sem justa causa subiu de 10% para 40% do estoque do FGTS. O resultado foi a elevação do custo da rescisão contratual para as empresas. Alterações na forma das companhias conduzirem as contratações e o aumento da terceirização de setores considerados não-estratégicos também influenciaram.

• Juros

A alta dos juros ao consumidor pode estar chegando ao limite. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou, ontem, estar confiante na estabilização dessas taxas nos próximos meses. A proximidade de “decretação” desse limite seria conseqüência do aumento da taxa básica da economia brasileira - a Selic -, que subiu de 18% para 26,5% desde outubro do ano passado.

• Altas

As taxas de juros cobradas pelos bancos em fevereiro foram as mais altas desde 2000. No caso da taxa cobrada das pessoas físicas, que atingiu 85% ao ano no mês passado, é a maior desde fevereiro de 2000, quando os juros eram de 86,2% ao ano. No caso da pessoa jurídica, a taxa de 37,4% ao ano é a maior desde junho de 2000, quando teve início a série histórica do Banco Central. A elevação ocorrida em fevereiro teria sido resultado, segundo o BC, da alta das taxas de captação.

• Imposto

O próximo dia 30 de abril é o prazo máximo para a entrega da declaração de Imposto de Renda 2003 (ano-base 2002) à Receita Federal. As pessoas que tiveram rendimentos tributáveis (como salário) acima de R$ 12.696,00 durante o ano passado são obrigadas a declarar sua situação ao fisco. As opções disponíveis para a entrega são os formulários em papel à venda nos Correios e na Delegacia da Receita Federal em Bauru, disquete, pelo ReceitaFone (0300-78-0300) ou através do site www.receita.fazenda.gov.br.

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