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Desafogando as águas...


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Está sendo colocado em meritória evidência esse líquido, sumamente precioso, que se denomina de água. Tão grande é o seu prestígio que estão se realizando em todo o país campanhas intensíssimas em seu favor, combatendo o que possa gerar o seu uso antieconômico. Só agora ter-se-iam os seus “amigos” se despertado para a necessidade de defendê-la, a todo custo, nas nascentes, córregos, ribeirões, rios e demais escoadouros, inclusive lavagens de veículos, com o mesmo carinho que as mamães devotam a seus filhos desde o regaço? Incontestavelmente! Antes tarde do que jamais, se bem que tudo quanto se vem levando a efeito em seu torno não está sendo considerado tarde demais. Teria de acontecer num dia da história e aí estão técnicos de competência e decisão arregaçando as mangas a fim de salvar as águas do grande “naufrágio”, para tanto conferindo-lhe o cuidadoso tratamento que exigem, merecem e impõem por se tratar de elemento imprescindível à vida humana, haja vista a sua aplicação necessária em uma quantidade e variedade muito ampla de atribuições: alimentícias, higiênicas, terapêuticas e complementares. Nem precisa nosso comentário lembrar de que sem esse líquido a humanidade não teria conseguido subsistir e se desenvolver, eis que nasceu bem depois que Deus o criou e botou na sua boca.

No instante em que tantas palmas se batem entusiasticamente à água comum, muito se precisa enaltecer, também, a sua irmã-gêmea, a chamada termo-mineral, senhora absoluta de uma serventia também notável na existência das pessoas e instituições, em razão de seu poder terapêutico, constestado por muitos, mas admitido claramente por muitos mais, que a classificam como “remédio para todos os males”. Sua identidade específica nasceu do Código Brasileiro de Águas, elaborado em 1945 (decreto-lei 7841), especificando que “as águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou artificiais que possuam composição química ou propriedades físico-químicas distintas das águas comuns”. Há, também, aquelas que “mesmo sem atingirem os limites da classificação estabelecida possuem inconteste e comprovada ação medicamentosa”.

No Brasil, como na maioria dos países europeus, quando o total de sais minerais dissolvidos for superior a uma grama por litro a água é considerada mineral, podendo ser usada interna e externamente como cicatrizante e regeneradora de tecidos. Umas e outras são, portanto, sumamente importantes na vida humana, fazendo jús à atenção que ontem, como hoje, reclamam das populações e autoridades como esplêndidas promotoras de saúde e prazer. Que as campanhas e movimentos em sua defesa continuem, portanto! É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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