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Para CBA, usina sai de qualquer jeito

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

O projeto de construção da hidrelétrica Piraju 2 será viabilizado mais cedo ou mais tarde, independentemente de eventual resistência popular ou impeditivos legais vigentes no município de Piraju. A opinião é do gerente do Departamento de Meio Ambiente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), José Geraldo Floret, que reproduz também as expectativas da empresa como um todo.

“Se não for a CBA, outra irá instalar essa usina, pois o trecho foi disponibilizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e tem bom potencial de aproveitamento energético. Pode demorar dez, 15 anos, mas que vai sair, vai”, sentencia.

A questão, explica Floret, não se restringe apenas à vontade da CBA, o que, de certa forma, seria mais fácil enfrentar. O interesse atinge a esfera governamental federal, cuja política é de aproveitamento de todos os recursos hídricos possíveis.

“No momento, estamos aguardando uma posição da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que, em função de restrições impostas por leis municipais, espera um entendimento entre prefeitura e empreendedor, o qual passa por oferta de compensações. Estamos nessa fase, mas a situação pode ser alçada ao plano jurídico se não houver acordo. Daí, a ‘briga’ será com a Aneel, que tem a competência hoje sobre o sistema de geração de energia. Os históricos de discussões semelhantes referendam minha opinião de que a usina sairá um dia”, frisa.

Floret conta que a CBA participou de concorrência pública para obter autorização de estudar e apresentar o projeto da usina. A Aneel tem conhecimento sobre todos os rios onde existe potencial de geração e os coloca à disposição dos interessados em explorá-lo. “Por acaso, somos nós, mas poderia ser qualquer outra empresa”, explica.

O energia que se espera gerar com a Piraju 2 é para aproveitamento da própria CBA. A nova usina não aumentaria a auto-sustentabilidade da empresa, que hoje trabalha com 50% de energia própria e 50% de adquirida, mas manteria esse índice numa já cogitada ampliação do setor industrial.

“Dentro do conceito e política governamental atuais, não existe mais a produção de energia por grandes empresas como era a Cesp. Hoje, quem precisa, produz. Mesmo que produzida pela CBA e para a CBA, a energia que sairia da Piraju 2 seria introduzida no sistema de gerenciamento e distribuição nacional, passando a CBA a ter direito a sua cota equivalente. A Aneel tem grande interesse nisso, pois resguarda o sistema de eventuais colapsos”, finaliza.

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