Saúde

Bacilo afeta principalmente os pulmões

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A tuberculose é uma infecção causada por um microorganismo conhecido como bacilo de Koch, cientificamente chamado de Mycobacterium tuberculosis. Este microorganismo pode alojar-se em vários órgãos do corpo, mas a forma mais comum da doença é a que afeta os pulmões.

Como acontece com todas as doenças infecciosas, a transmissão ocorre pelo contato próximo com o doente ou pelo ar. Ao falar, espirrar ou tossir, a pessoa infectada exala bacilos nas gotículas de saliva e eles ficam suspensos no ar. O espirro joga cerca de 2 milhões de bacilos no ar e a tosse libera cerca de 3,5 partículas.

Estes germes podem sobreviver no ambiente por várias horas, desde que não tenham contato com a luz solar. Quando uma pessoa sadia inspira neste ambiente contaminado, ela pode inalar os bacilos, que vão alojar-se nos pulmões ou outros órgãos.

Se aquele organismo estiver forte, bem nutrido e com seu sistema imunológico (de defesa) bem formado, o organismo produzirá anticorpos rapidamente e o corpo resistirá à infecção. Porém, se a pessoa infectada estiver com a saúde debilitada, o bacilo começará a agir em aproximadamente 15 dias - período médio de incubação.

As primeiras manifestações da tuberculose são parecidas com todas as outras infecções respiratórias. Mas conforme a doença evolui, ela adquire características mais específicas.

Esses sintomas incluem: tosse persistente (mais de 21 dias), secreção (escarro), sangue na secreção ou tosse com sangue puro, febre, dor no peito, suor excessivo durante a noite (chega a molhar os lençóis), perda do apetite (anorexia), perda de peso lenta e progressiva, fraqueza e indisposição.

A prevenção usual à tuberculose é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida. Ela protege o ser humano contra as formas mais graves da doença, mas não imuniza totalmente.

A pessoa contaminada deve ser submetida ao chamado tratamento tríplice - coquetel padrão, que combina os medicamentos rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Os medicamentos deverão ser tomados por aproximadamente seis meses. Quem segue a orientação médica à risca tem 95% de chance de cura total.

Mas se a pessoa começa a sentir-se bem e abandona o tratamento, a doença vai voltar. Só que aí a pessoa poderá apresentar a forma resistente da doença. Isso significa que aqueles medicamentos não terão mais efeito e as chances de cura serão drasticamente reduzidas.

Por isso, pessoas que apresentam tosse crônica por mais de três semanas devem procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico correto. Havendo confirmação da doença, é fundamental seguir o tratamento à risca.

Quanto mais pessoas abandonam a medicação antes da hora, maior é a circulação das formas resistentes do bacilo. Isso poderia causar uma epidemia mundial, só que desta vez, nenhum medicamento poderia combater o bacilo.

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