Os pacientes portadores do vírus HIV não correm o risco de ficar sem atendimento em Bauru. A cidade conseguiu fazer o recadastramento obrigatório na Coordenação Nacional de Aids, órgão do Ministério da Saúde. Estados e municípios que não conseguirem regularizar a situação a tempo ficarão sem as verbas do Programa Nacional de HIV/Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).
“Enviamos a documentação em janeiro e no dia 19 conseguimos a homologação do ministério. Para isso, tivemos que passar por um longo processo, desde a aprovação no Conselho Municipal de Saúde até o aval positivo em Brasíliaâ€, afirma a coordenadora do programa Municipal de DST e Aids, Eliane Monteiro. A portaria ministerial nº 250, que confirma o acordo, já foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo Monteiro, o atendimento está garantido. “Antes recebíamos a verba através do Banco Mundial (Bird) e agora passaremos a receber pelo Sistema Único de Saúde (SUS).â€
A verba destinada ao programa continua sendo a mesma, cerca de R$ 25 mil mensais. Em Bauru, são atendidos 500 portadores de HIV e aids. “Ainda que o nosso cadastro demorasse a ser aprovado, tínhamos verba garantida pelo Bird até junho e mesmo se não tivéssemos daríamos um jeito de manter o atendimentoâ€, diz a coordenadora.
A proposta apresentada ao ministério passou por ampla discussão. “Recebemos assessoria técnica da Direção Regional de Saúde (DIR) e trocamos idéias com a organização não-governamental (Ong) Sociedade de Apoio à Pessoa com aids de Bauru (Sapab)â€, conta Monteiro.
Desde 1984, quando o primeiro caso de Aids foi registrado na cidade, Bauru já teve confirmados cerca de 1.350 pacientes com a doença. “Desse número, aproximadamente a metade já faleceuâ€, informa a coordenadora.
Para o psicólogo voluntário da Sapab, Ricardo Mokdici, o trabalho desenvolvido com os pacientes tem sido bem feito. “Quem tem HIV e procura o atendimento é bem amparado. Gostaria que isso se estendesse para outras áreas da saúde.†Mokdici lembra que o profissional precisa estar preparado. “Ele não pode ter preconceito.â€