Tribuna do Leitor

SOBERANIA


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Como geógrafo, tenho certeza que por trás de uma Nação, temos seres humanos, cultura, folclore, tradições, idioma, história...e o mais importante: soberania, adquirida graças a tudo isso.

Sempre fui contra essa guerra do Baby Bush por vários motivos. Nenhum deles passa perto de uma admiração por Hussein ou por um ódio pueril aos estadunidenses. Sou contra a guerra por acreditar que a soberania é a única coisa digna que resta a países esfacelados.

Sou contra a guerra por achar que Saddam, um ditador sanguinário, enlouquecido e imbecil (com perdão dos pleonasmos) é problema do Iraque. Só do Iraque. Ninguém, ninguém tem nada a ver com isso. Se os iraquianos não o querem no poder, que o tirem, de uma forma ou de outra. Se Saddam invadir Kuwait, Irã, Qatar, o que seja, aí passa a ser problema de todos nós.

Mas sabe o que mais me enojou nessa guerra? A cena de soldados estadunidenses (se achando os “The King of Queens”) retirando uma placa de boas-vindas a Umm Qasar, escrita em árabe, por outra escrita em inglês. Quem lhes deu esse direito? Que direito eles se arrogam ter de querer mudar o idioma do país, algo tão sagrado?? Acompanhei o drama do Timor Leste e vi que, no idioma, eles encontraram a unificação para a luta pela liberdade.

Por que aqueles estadunidenses imbecis se acharam no poder de fazer isso? Aviltante cena, no mínimo. Está claro: quando Baby Bush ganhar essa guerra (e isso acontecerá, mais cedo ou mais tarde), outro país será o alvo. Pode ser Síria, Líbano, Coréia do Norte, Brasil, Conchinchina... (Luiz Fernando Bindi - geógrafo - São Paulo - SP)

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