Washington - O presidente George W. Bush reafirmou ontem sua “determinação” em acabar com o regime de Saddam Hussein no Iraque e alertou os EUA para a possibilidade de novos ataques terroristas em território americano.
Reforçando a estratégia iniciada na semana passada de aparecer entre o público de uniforme, Bush visitou ontem o porto da Filadélfia, na Pensilvânia, onde discursou para centenas de membros da Guarda Costeira. Em recado claro aos críticos que vêem problemas na estratégia militar no Iraque, o presidente dos EUA elencou uma série de “conquistas” obtidas até aqui.
A principal, segundo ele, é o fato de as forças americanas estarem cada vez mais próximas e avançando em direção a Bagdá.
Durante o final de semana, boa parte da mídia publicou declarações críticas à campanha americana. Bush, que passou o sábado e o domingo em Camp David, longe da Casa Branca, não havia se pronunciado até ontem.
Nesta semana, o presidente deve ir a outros eventos públicos. Centenas de membros da Guarda Costeira americana estão atuando no Iraque na segurança dos navios de combate no golfo Pérsico e no porto de Umm Qasr, ao Sul do país.
O presidente citou o que chamou de cinco “pontos-chave” da atual política de segurança interna, batizada de “Escudo da Liberdade” no dia anterior ao ataque ao Iraque: segurança de portos e fronteiras; da área de transportes; vigilância sobre suspeitos de terrorismo; proteção à infra-estrutura; e reforço à saúde pública.
Entre os US$ 75 bilhões que Bush pediu ao Congresso para a guerra contra o Iraque, US$ 4 bilhões devem ser destinados exclusivamente para a segurança interna. Cerca de US$ 500 milhões irão para a Guarda Costeira, que tem recebido novos barcos e equipamentos.