Entrelinhas

Entrelinha


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• Tabuleiro cheio

O aeroporto de Bauru foi o tabuleiro do dia, ontem, para o jogo da política e seus lances curiosos e surpreendentes. Imaginando-se um jogo de xadrez, o “rei”, evidentemente, foi o governador Geraldo Alckmin. Porém, até a sua chegada, a peça de destaque foi o ex-prefeito Tidei de Lima, um ágil mas cuidadoso e matreiro “bispo”.

• Peças destacadas

Outras peças de destaque no jogo: deputado Pedro Tobias, que chegou no avião do governador; o prefeito Nilson Costa (PPS), vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL), tucanos Caio Coube, João Parreira de Miranda e Toninho Garmes, pré-candidatos a prefeito, e o indefectível Carlos Sandrin, ex-candidato a prefeito.

• Ciúme masculino

Nos quarenta minutos que antecederam a chegada do governador, as rodinhas e grupos formados com os personagens acima foram das mais movimentadas. Tidei de Lima foi um dos assuntos preferidos, tanto que até fez alguns tucanos mais ciumentos e menos informados ficarem de bico torto.

• Reality show

Muitas situações curiosas se criaram. O prefeito, ao lado de seu inseparável escudeiro Antonio Marsola, preferiu se abrigar no bar do aeroporto, bem longe de Dudu Ranieri, que ficou no corredor de entrada, olhando de soslaio o desafeto. Um tucano intrigado com a presença de Tidei perguntou ao outro: “Será que ele vai ser o vice na chapa do Caio, ou vice-versa?”

• Descrente

Um momento que chamou a atenção da imprensa mais observadora foi quando Tidei perguntou a Nilson se este trazia muitas reivindicações para entregar ao governador, como os prefeitos sempre fazem nestas ocasiões. Com ar de quem não acredita mais nos políticos, Nilson disse que de nada adiantaria, porque não obteria nenhum retorno. E deixou Alckmin ir embora, sem pedir nem um centavo. Quem ouviu não acreditou, talvez por ser 1 de abril...

• Café com política

Por sinal, após uma concorrida entrevista coletiva, Alckmin foi tomar um café e perguntou pelo prefeito, que já tinha ido embora. Um grupo de tucanos, indignados, imaginou que o governador talvez pudesse estar com alguma obra ou verba no bolso da camisa. Se estava, deve ter algum prefeito sorrindo à toa por aí.

• Rapidinho

Quem não embarcou no ceticismo do prefeito (nem poderia), foi o vereador da oposição Toninho Garmes. Ele entregou a Alckmin um pedido de 20 motos e 10 viaturas rádio-patrulha para a PM mais um autotanque e uma unidade de Resgate para os Bombeiros.

• Ameaça

O presidente do Fórum de Discussões de Bauru, César Ferreira, registrou uma ameaça por telefone, ontem. A perícia policial degravou o “recado”, anotou o número do telefone acionado e iniciou a apuração. A entidade comandada por Ferreira é a favor da cassação dos vereadores envolvidos com Processantes.

• Alteração

O deputado federal tucano Antonio Carlos Pannunzio não visitará mais Bauru nesta sexta, como estava previsto. É que o governador Alckmin definiu ontem que estará em Sorocaba (SP) na mesma data para inaugurar o câmpus da Unesp. A cidade é o principal reduto de Pannunzio, que transferiu a visita para o dia 25 deste mês.

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