Política

Governador quer área para fazer casas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu, ontem, em passagem por Bauru, que a construção de moradias na cidade depende apenas da cessão de terreno pela prefeitura. O governo do Estado não viabiliza um programa no setor na cidade desde 1996, quando foi realizada a primeira fase do Projeto de Desfavelamento, no Núcleo Fortunato Rocha Lima.

Alckmin reforçou as duas oportunidades de construção de moradias com a participação do Estado. O prefeito Nilson Costa (PPS) recepcionou o governador em sua chegada ao aeroporto. Mas Nilson não entregou ao governador nenhuma reivindicação.

Para Alckmin, a ausência de projetos no setor habitacional é uma questão de formalizar a parceria. “Nós queremos fazer casas no Estado inteiro. É só ter terreno para isso. Nós podemos fazer aqui e queremos fazer. Temos dois programas. Um é para áreas críticas, onde podemos fazer 20, 50, 100 ou 200 casas em parceria com a prefeitura. É um projeto específico e vale para todo o Estado. O prefeito pede, atende ao projeto para área de risco e nós fazemos.”, avisa.

Segundo ele, o Executivo municipal define a área de risco e apresenta a alternativa de moradia com a cessão de uma nova gleba. “É um projeto específico onde a prefeitura doa o terreno, nós entramos com o material de construção e fazemos as casas por auto-construção”, amplia.

O governador garante que também estão em abertos programas junto à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado. “A CDHU tem programas e vem fazendo em toda a região. Agora nós precisamos de terrenos para os projetos”, conta.

Nilson Costa comentou que o assunto será discutido com a Secretaria de Planejamento para definição dos programas previstos para a cidade.

Alckmin contou que o cronograma de obras estabelecido para a duplicação da rodovia Bauru-Marília será mantido. A duplicação vai continuar ocorrendo por lotes, aos poucos, até chegar à cidade. O trecho entre Marília e Vera Cruz será entregue no segundo semestre. Os demais começam em seguida.

O governador contou que a próxima etapa será iniciada por Bauru, na saída da cidade. “Vamos fazendo lote a lote e aos poucos as duas pontas, de Marília e Bauru, vai se encontrar completando a duplicação sem pedágio nesta trecho”, afirma.

Para o governador tucano, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), concedeu um reajuste possível para o salário mínimo, que passou para R$ 240,00 desde ontem. O tucano preferiu não criticar os petistas que durante os últimos oito anos foram críticos ácidos do governo tucano no governo federal. O PT defendeu salário mínimo de US$ 100 no período.

Para ele, o salário mínimo não é o ideal. “O ganho real é pequeno, mas também não é fácil para o governo porque o impacto na Previdência Social é muito grande. A questão fiscal pressiona o governo e a guerra e outras questões externas e internas pressionam a inflação. O governo concedeu o que deu”, avalia.

O tucano não criticou o PT, mas lançou um comentário providencial sobre a distância entre ser governo e oposição. “Uma coisa é criticar e outra é governar. Quem pleitea não precisa ter limites. Mas quem governa tem o limite do orçamento, da arrecadação. Por isso que governar é escolher. O dinheiro nunca será suficiente para fazer tudo. O cobertor é sempre curto”, comenta.

Para Geraldo Alckmin, é cedo para avaliar o governo Lula. “São apenas alguns meses iniciais e nós estamos dispostos a colaborar com o País. Quem tem que avaliar o governo Lula é a população. Nós temos que ser parceiros para ajudar nas reformas que o Brasil precisa”, pontua.

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