A usina de asfalto da Prefeitura de Bauru, que estava em reforma, voltou a funcionar no último sábado, apesar de ainda estar em fase de testes. A capa asfáltica produzida pela usina é utilizada para recapear ruas e tapar buracos.
Com a retomada da produção do asfalto, a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) terá material disponível para intensificar os trabalhos da operação tapa-buracos, diz Arlindo Figueiredo, titular da pasta. “Cada Regional vai escolher as ruas com mais buracos para iniciar os trabalhos”, afirma.
Apesar da usina ter sido reformada e estar funcionando na sua capacidade máxima, que é de produzir 400 toneladas de capa asfáltica por dia, Antônio Carlos Duarte, secretário municipal de Obras, adianta que isso não significará o fim dos buracos na cidade. “A usina pode produzir a todo vapor, mas temos outros problemas, como número de funcionários para tapar buracos e o custo com material, que é altíssimo”, frisa.
Ela estima que a prefeitura gastará cerca de R$ 300 mil por mês com material se a usina de asfalto funcionar na sua capacidade máxima. “Agora é preciso estudar com a Finanças (Secretaria de Finanças) se haverá verba para manter a produção a todo vapor”, diz.
Figueiredo promete uma mudança na operação tapa-buracos, para que o serviço dure mais tempo. “Vamos fazer um trabalho bem feito. Primeiro vamos limpar o buraco, retirar o solo frágil e compactar a base. Depois, o buraco vai receber uma camada com uma mistura de pó de pedra, pedrisco e pedras 1 e 2. Só depois dessas camadas compactadas é que vamos colocar a capa asfáltica”, conta.
Até então, os buracos eram tapados apenas com terra e capa asfáltica. “Com essa nova forma, o asfalto fica mais resistente, não cede tão fácil”, diz ele.
A reforma da usina custou R$ 177 mil aos cofres públicos, de acordo com Duarte. “Com esse valor, deixamos a usina, que tem 28 anos e estava funcionando com um quarto de sua capacidade, como se fosse nova. Hoje, uma usina como a nossa custa R$ 800 mil”, diz.
Enquanto a Sear tapa-buracos, a Secretaria de Obras vai recapear as ruas mais danificadas. “Ao invés de tapar os buracos, onde estiver muito ruim, vamos recapear. Uma parte do asfalto produzido ontem (segunda-feira) foi usado para recapear a quadra 2 da rua Antônio Garcia”, conta Duarte.
Ele ressalta que existem pelo menos dez ruas com trechos de asfalto muito ruim, que serão recapeadas. “Uma das ruas neste grupo é a Fortunato Resta”, diz.