Guerra no Iraque 2003

Premiê francês diz estar do lado dos americanos

Agência Folha
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Paris - Em declarações com o aparente objetivo de melhorar as relações com os EUA, autoridades francesas advertiram ontem contra uma onda de antiamericanismo na França e disseram que estavam “do lado das democracias” na guerra contra o Iraque.

Os comentários, feitos ontem a congressistas franceses pelo primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin e o chanceler Dominique de Villepin, pareceram ser uma reação a temores de que a posição da França, contrária à guerra, prejudique as relações de Paris com Washington no longo prazo.

“É indispensável ficar vigilante contra todas as demonstrações de antiamericanismo, que seriam inaceitáveis”, disse Raffarin a parlamentares em uma reunião no gabinete do premiê.

Villepin, que na semana passada se recusou a responder a uma pergunta de um repórter sobre quem ele gostaria que ganhasse a guerra, disse ontem no Parlamento que a França estava apoiando firmemente seus aliados.

O chanceler chamou Saddam Hussein de líder de “um regime cruel e ditatorial” e afirmou que era responsabilidade da França ficar do lado da lei e da paz. “Obviamente, estamos do lado de nossos aliados, dos EUA e do Reino Unido”, acrescentou Villepin em uma entrevista dada mais tarde a um canal de TV francês.

Apesar das declarações de anteontem, desde o início do conflito, a França ainda não fez comentários positivos sobre guerra ou recuou de sua posição de que a ONU deveria ser o fórum para decidir a crise.

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