Política

Paquito faz críticas por não ter sido ouvido antes

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Osvaldo Paquito (PPS) prestou depoimento ontem à Comissão Processante (CP) instalada para apurar depósito de cheque emitido pela Câmara Municipal à empresa Volare Comércio e Obras, no valor de R$ 1.682,58, na conta bancária do parlamentar. O fato ocorreu em janeiro de 2001.

Paquito iniciou seu depoimento, que durou cerca de 40 minutos, criticando a decisão da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das compras de não ter convocado-o para depor, oportunidade em que poderia ter explicado as circunstâncias que o levaram a depositar o cheque em sua conta bancária.

“Se tivessem me ouvido na CEI, com certeza não estaria nessa Processante”, afirma. A Volare tem como sócios uma cunhada e um sobrinho do vereador. Ele voltou a repetir que fez a operação bancária apenas para ajudar o pintor de paredes Paulo Antônio Velasco.

O vereador relata, mais uma vez, que o depósito do cheque foi feito na caixa do Banco do Brasil e imediatamente o dinheiro foi sacado e repassado para o pintor. “Cometi apenas uma imprudência política”, avalia.

Na opinião dele, é um equívoco afirmar que ele “recebeu” o segundo cheque emitido em nome da Volare, mas para pagamento de pinturas feito por Velasco nos gabinetes da Câmara.

“O segundo cheque não foi depositado na minha conta-corrente, mas na conta do próprio pintor”, garante, lembrando que há extratos que comprovam sua afirmação.

Na avaliação do advogado do parlamentar, Valdomir Mandaliti, seu cliente “falou a verdade” e não pode ser penalizado só por ter feito um depósito de cheque na sua conta bancária com a intenção de ajudar Velasco.

“A conduta do Paquito não pode ser passível de punição. Não houve má-fé, não houve maldade, não houve tentativa de ser desleal à Câmara Municipal”, garante.

A Comissão Processante instalada para apurar denúncias contra Paquito se reúne hoje, às 14h, para tomar o depoimento de Henrique César Pereira, Luiz Renato Joel e Paulo Antonio Velasco, todos testemunhas de defesa arroladas pelo vereador.

Na período da manhã, às 10h, Paquito e Pedro Valentim vão ser ouvidos pela Comissão Processante instalada para apurar denúncias de irregularidades contra o vereador José Humberto Santana (sem partido).

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