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Patrimônio sofre constantes saques

Da Redação
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Os engenheiros da RFFSA conviveram, no Parque Triagem, com pessoas que retiram peças dos trens para vender em ferros-velhos. “É um trabalho meio perigoso porque ficamos no meio de pessoas que não conhecemos e que estão lá para roubar”, diz o engenheiro Carlos Henrique Trindade, funcionário da Rede.

Para Júlio César Duarte, outro engenheiro da Rede, o problema pode ser maior se o leilão dos trens abandonados não for realizado. “Existe um fator social que atrai essa gente para o local e que deve ser resolvido com a venda desse material. Esperamos que a situação não fique igual a que encontramos em Três Lagoas (MS), onde as pessoas começaram a roubar peças de freios de máquinas em operação”, diz.

O proprietário de um ferro-velho, que não quis se identificar, disse que muitas pessoas já o procuraram oferecendo material retirado do local. Ele paga R$ 0,10 por quilo, mas disse que não fez a compra. “Sei que eles estão vendendo objetos roubados e prefiro não me envolver com isso”, disse.

A retirada de peças de vagões e locomotivas estacionados no Parque Triagem Paulista tem sido constante. O JC já flagrou carroças e pequenos caminhões saindo do local carregados de peças. Apesar de flagrar a retirada das peças, a Polícia Militar tem tido dificuldade em autuar os envolvidos porque até há pouco tempo a RFFSA não registrava o furto dos materiais.

O tenente Flávio Jun Kitazume, comandante da Base Comunitária Sudeste, diz que a retirada dos trens e locomotivas estacionados em Triagem Paulista é a melhor forma de evitar os furtos. “É um foco de furtos que será extinto”, ressalta.

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