Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Emprego

Dados divulgados pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) nesta semana mostram que, em fevereiro, o nível de emprego no comércio paulista cresceu pelo segundo mês seguido. O levantamento mostrou que o número de vagas criadas no segundo mês desse ano superou em 2,01% a quantidade registrada no mesmo período de 2002. Isso significa a geração de 28 mil postos de trabalho em todo o Estado.

• Positivo

Na comparação de fevereiro com janeiro desse ano o resultado também é positivo: o aumento foi de 1,18%. Em janeiro, a alta havia sido de 0,97%. Os números referentes à criação de vagas de emprego no comércio paulista engrossam outras estatísticas positivas ligadas ao cenário econômico desde a troca de comando no governo federal. Os saltos de resultado das exportações brasileiras também vem sendo destaque em toda a mídia, bem como as quedas do risco-país do Brasil.

• Alta

De acordo com os analistas da Fecomércio, o resultado divulgado nessa semana é o segundo melhor registrado em um mês de fevereiro desde o início do Plano Real, ficando atrás somente da alta de 5,6% verificada em fevereiro de 1995. Outra boa notícia é que a pesquisa mostra que a massa salarial também melhorou. Em fevereiro, houve um aumento de 8,85%. Em janeiro, a alta havia sido de 7,49%.

• Recuperação

Segundo a Fecomércio, a maior recuperação foi no segmento de bens duráveis (eletroeletrônicos, equipamentos de som e imagem, móveis e decoração), já que a oferta de trabalho cresceu 3,54%. Os segmentos de supermercados (3,93%) e vestuário (8,38%) também registraram variação positiva no nível de emprego em fevereiro. A maior queda na quantidade de empregados ficou com as concessionárias de veículos, que fechou o mês com um número 14,44% menor que o de fevereiro do ano passado.

• Ativos

O grupo varejista holandês Royal Ahold, que no Brasil é controlador das redes de supermercado Bompreço e G. Barbosa, anunciou ontem que pretende se desfazer de seus ativos na América Latina. Entre os fortes candidatos a comprá-los estão o grupo francês Carrefour (o segundo maior do mundo), o Casino (também francês) e o norte-americano Wal-Mart. O Ahold ocupa a terceira posição no ranking mundial de varejistas.

• Faturamento

Estimativas do mercado dão conta de que as empresas do grupo holandês na América Latina tenham registrado faturamento de aproximadamente 2,5 bilhões de euros (ou cerca de US$ 2,68 bilhões) no ano passado. Contudo, a desvalorização das moedas desses países teriam tornado menos atrativas as unidades latino-americanas da rede. Soma-se a esse quadro o escândalo de fraude nas contas do grupo, que veio à tona em fevereiro deste ano.

• Dívidas

A informação que circula no mercado é de que o grupo Royal Ahold considera esta uma boa hora para colocar em prática um plano de reestruturação, a começar pela venda dos ativos na América Latina. O objetivo do projeto é abater uma parte de suas dívidas, que chegam a 12,3 bilhões de euros - ou US$ 13,18 bilhões. A rede Bompreço possui 119 lojas nos nove Estados da região Nordeste do Brasil. No ano passado, as vendas da rede no País somaram R$ 3,5 bilhões.

• Tabela price

A Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), o Conselho Regional de Economia (Corecon-SP) e a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) promovem hoje um workshop com o tema “Existe anatocismo (existência de juros capitalizados) na tabela price?”. O evento é gratuito e começará às 19h30, no salão nobre da ITE.

• Cursos

Amanhã e domingo será a vez de dois cursos de perícia na área cível, ambos com 16 horas de carga horária. Eles serão realizados simultaneamente, sendo que um é voltado para iniciantes e, o outro, para pessoal de nível avançado. Os cursos têm taxa de inscrição. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 227-0992 ou pelo e-mail escritorio@economiaonline.com.br

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