Indubitavelmente, através de um ato de radicalismo, o presidente norte-americano George W. Bush cria um período de incertezas e privações para todos os países do mundo. Como avaliar a atitude deste presidente diante do desacato às ordens da ONU? Será que quando os mísseis estiverem atingindo os objetivos dos americanos teremos um mundo mais seguro? Saddam Hussein, incontestavelmente, é um criminoso. Víamos que a crise iraquiana estava complicadíssima, mas agora o mundo está mergulhado numa “aventura bélica”, na qual possivelmente não haverá vencedores. Talvez, com essa guerra, consigam outras posteriormente, com as ofertas do presidente Bush. Há várias razões para considerarmos esta guerra criminosa. Os fundamentos principais dela se consubstanciam no petróleo. Em 2002, os EUA tinha uma reserva de petróleo para apenas 5 anos. A família de Bush vive do petróleo. O segundo ponto é que Bush utiliza do artifício de que Saddam Hussein é um ditador, o que é fato, mas a população oriental, devido à cultura que possui, não enxerga da mesma maneira. Por outro lado, com esta guerra, libertar-se-á o povo iraquiano das armas de Saddam Hussein, que usa da alienação de seu povo, devido a religião, para submetê-lo a todos os seus atos de violência (justificada pelos costumes islâmicos). Neste sentido, a guerra não seria criminosa. Todavia, a guerra não se estende apenas entre EUA e Iraque. O Oriente está quieto, pois acredita que os EUA vão levar a sua religião muçulmana a todo o mundo. A realidade já está sendo notada, e, para eles, a guerra é um genocídio. As conseqüências, então, os outros países do Oriente partem para a Guerra Santa. Para os iraquianos, não é um genocídio esta guerra, se não matarem civis e se não tirarem Saddam Hussein do poder. Na guerra do Vietnã, a opinião pública fez com que ela se encerrasse. Hoje, não se mostra as verdadeiras imagens. Para quê? Para não acontecer como no Vietnã. Os Estados Unidos possuem uma grande quantidade e qualidade de armas. Onde estão as armas químicas do Iraque? As vidas perdidas são atos de luta pelo poder. Bush diz que fala em nome de Deus. Saddam é o enviado de Deus. E o papa, reza pela paz. Nesse contexto, podemos crer que se trata de um crime de guerra. Uma guerra sem razão de existir, sem uma justificativa clara, comprovada. Vemos mortes a todo momento, tratamentos desumanos, sofrimentos e ofensas às pessoas, prisioneiros de guerra feitos pelos Estados Unidos e muitos outros. Enfim, podemos constatar em muitos artigos do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, que há um crime de guerra, onde os interesses de uma nação violaram a Organização das Nações Unidas. Será que a ONU autorizaria esta guerra, se tivesse sido respeitada? Não se atende mais a consciência universal? Todos nós já estamos perdendo com esta guerra, uma guerra criminosa, ardil que minimizará as chances de um mundo melhor. (Fernando Sganzela Guanaes - RG 18.737.542-2)
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