Bairros

Um quarto das ruas recebeu reparo emergencial, diz Sear

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Apenas um quarto dos reparos emergenciais das ruas esburacadas e não-pavimentadas de Bauru foi realizado até ontem. A informação é da Secretaria Municipal das Administrações regionais (Sear).

Os trabalhos tiveram início no dia 20 de março e a previsão é de que sejam concluídos em três meses, de acordo com Arlindo Figueiredo, titular da Sear.

“Isso é um quarto do total. Ainda há muito para recuperar dentro do processo de emergência, com equipamentos locados pela prefeitura”, expõe o secretário municipal.

A expectativa de término dos reparos, entretanto, pode ser alterada em virtude das condições climáticas. “Vai depender das chuvas”, acrescenta Figueiredo. A previsão inicial da prefeitura era de concluir o serviço em 90 dias.

O decreto de emergência foi assinado pelo prefeito Nilson Costa (PPS) no dia 18 de fevereiro. Do crédito de R$ 1 milhão liberado devido aos estragos provocados pela chuva, cerca de 60% seriam destinados à Sear. O secretário das Administrações Regionais não informou o total investido até o momento na recuperação das ruas.

Através do decreto de emergência, que tem validade de 90 dias, a prefeitura pode contratar serviços de mão-de-obra sem a realização de licitação. Isso significa que a Prefeitura de Bauru tem pouco mais de dois meses para concluir as obras emergenciais.

A Sear locou 5.400 horas de caminhão, 2.160 horas de motoniveladora, 1.080 horas de trator e 1.620 horas de compressor. No total, são 18 máquinas a mais nas ruas. A frota da prefeitura é de 17 veículos, contando os sete caminhões de asfalto.

No total, foram 296 quadras recuperadas em 99 ruas. “Estamos contornando a cidade. Uma frente está indo do lado da Falcão à Indepedência e outra está indo do São Geraldo em direção ao Tangarás”, explica Figueiredo.

Ele destaca que a prefeitura está fazendo um serviço diferente, nunca realizado anteriormente em ruas não-pavimentadas.

Inicialmente, uma máquina limpa a rua e faz as correções. Caminhões de terra fazem o embaulamento (formato ideal para que a água corra dos dois lados da rua). Posteriormente, caminhões-pipa dão o teor de umidade adequado para a compactação e outra máquina faz o acabamento. “É uma compactação perfeita”, salienta o secretário.

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Serviço perdido

Enquanto máquinas tentam consertar os inúmeros estragos das ruas de Bauru, alguns serviços executados são perdidos. A rua Alfeu José Ribas Sampaio, no Jardim Aeroporto, é um exemplo disso.

De acordo com o morador Vanderlei Malta, há cerca de 20 dias, a quadra 1 da rua foi preparada para receber asfalto. Foram feitos trabalhos de terraplanagem e compactação do solo.

O trânsito foi liberado antes da conclusão do serviço, ou seja, da pavimentação. Carros, ônibus e caminhões trafegaram pelo local. Todo o movimento, associado à chuva de ontem, contribuiu para que os buracos voltassem a compor o cenário da quadra 1 da rua.

“A prefeitura vai ter que fazer tudo de novo. Já estragou o serviço. Estão jogando dinheiro fora. Se ela não tinha condições de terminar o serviço, tinha que manter a quadra interditada”, diz o morador.

O secretário de Obras, Antônio Carlos Duarte, foi acionado pelo JC, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.

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