Guerra no Iraque 2003

Israel detém centenas de palestinos

Agência Reuters
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Cisjordânia - Forças israelenses capturaram um importante ativista muçulmano ontem, após retirarem de um campo de refugiados da Cisjordânia a maioria dos residentes homens, em operação criticada por autoridades palestinas e por grupos de defesa dos direitos humanos.

Anwar Aliyan, 27 anos, chefe do braço armado da Jihad Islâmica na cidade de Tulkarm, rendeu-se em seu esconderijo no campo de refugiados, disseram testemunhas. O Exército israelense afirmou que Aliyan e quatro outros homens detidos planejavam realizar um atentado com carro-bomba. Segundo os militares, os soldados explodiram um local no qual se fabricavam explosivos.

Os grupos Jihad Islâmica e Hamas realizaram vários ataques contra israelenses depois do início do levante palestino pela desocupação israelense, há 30 meses. Desde então, ao menos 1.967 palestinos e 727 israelenses foram mortos. No domingo, um homem-bomba deixou 30 pessoas feridas na cidade israelense de Netanya.

Na quinta-feira, as forças israelenses mataram sete palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ontem, soldados de Israel que procuravam um ativista do Hamas feriram sete moradores de um campo de refugiados, disseram testemunhas. Membros do Exército afirmaram que os militares trocaram tiros com palestinos e que um soldado ficou ferido.

Os EUA prometeram na quinta-feira levar adiante seus planos de paz para a região. Esses planos prevêem a criação de um Estado palestino até 2005 e a garantia de segurança para Israel. A operação israelense em Tulkarem começou na quarta-feira, quando os soldados detiveram centenas de homens de um campo de refugiados com idades entre 14 e 40 anos.

Todos foram interrogados e tiveram sua identidade checada. Desse total, 20 homens estavam na lista de procurados de Israel e foram levados pelas autoridades. Um porta-voz do grupo de defesa dos direitos humanos B’Tselem, de Israel, qualificou a operação de algo “inaceitável, independentemente do quanto tenha durado ou de sua justificativa”. Autoridades palestinas também protestaram contra a operação.

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