Igaraçu do Tietê - Uma operação realizada pela polícia anteontem à noite em Igaraçu do Tietê (80 quilômetros a Sudeste de Bauru) interditou três bares noturnos, suspeitos de serem utilizados como pontos de prostituição. A operação, comandada pela Polícia Civil da cidade, contou com a participação do Conselho Tutelar, da Polícia Militar de Igaraçu e de Barra Bonita e das delegacias Seccional e de Defesa da Mulher de Jaú.
Segundo José Carlos Nunes, delegado titular de Igaraçu do Tietê, durante a ação policial foram interditados os bares Sek Sabe, Sek Kiss e Babalu, localizados na estrada vicinal Lauro Perassoli, que liga a cidade a Macatuba.
Nos fundos dos três estabelecimentos foram localizados vários cômodos que estariam sendo utilizados para fins de prostituição. “Os indícios nos levam a crer que os locais estavam sendo utilizados para essa prática. Eles possuíam toda a infra-estrutura para encontro sexuais.”
Ao todo, 20 mulheres e uma adolescente de 17 anos, que estavam nos bares no momento da operação, foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento. “Algumas assumiram que faziam programa, outras não”, afirma o delegado. A menor, moradora de Igaraçu, foi encaminhada à família pelo Conselho Tutelar.
O donos dos bares Sek Kiss, Jerson Feltrin, e Babalu, José Maria da Conceição Rodrigues, também foram conduzidos à delegacia e em seguida foram liberados. Os proprietários do estabelecimento Sek Sabe não foram encontrados pela polícia.
O delegado instaurou inquérito policial para apurar o caso. “Nós, agora, vamos fazer um exame pericial nos estabelecimentos, através da Polícia Técnica, para comprovar que os locais eram destinados para fins sexuais.”
Segundo o delegado, se o inquérito constatar as suspeitas, os responsáveis serão indiciados e responderão pelo artigo 229 do Código Penal, que proíbe o funcionamento de casas de prostituição. A pena para o crime varia de dois a cinco anos de reclusão.
Além dos indícios de serem utilizados para a prática de prostituição, os bares Sek Sabe e Babalu, segundo o delegado, não possuíam alvará de funcionamento e apresentavam precárias condições de higiene. Os três estabelecimentos só poderão ser reabertos através de autorização judicial.
Investigação
Segundo o delegado, a polícia registrou, em outubro do ano passado, um roubo de veículo, que teria sido planejado por três homens em um dos bares lacrados anteontem. Um dos envolvidos era Pascoal Benedito Barbosa de Lima, ex-proprietário do local. “Diante disso, nós começamos a investigar esses estabelecimentos.”
O delegado desconfia que os bares em questão, que apresentavam alta rotatividade de pessoas, eram utilizados também para uso de entorpecentes e acerto de ações criminosas.
José Carlos afirma que os estabelecimentos já atuam há anos na cidade e desconfia que pelo local já teriam passado várias garotas de programa, inclusive adolescentes.
Segundo o delegado, essa foi a primeira operação de interdição de bares na cidade suspeitos de funcionarem como ponto de prostituição.