Polícia

Homicídios caem 11% de 1995 a 2002

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Entre 1995 e 2002 houve uma queda de 11% na incidência de homicídios em Bauru, segundo pesquisa feita pelo Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, órgão associado à Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Já a incidência de roubos, furtos e roubos de veículos e de furtos em geral - outras três ocorrências policiais analisadas - aumentou.

Porém, mesmo com elevação na incidência desses crimes, Bauru melhorou posições no ranking porque, em muitas das cidades analisadas - do total de 61 municípios paulistas com mais de 100 mil habitantes -, o índice de aumento foi maior.

Em 1995, quando Bauru tinha população estimada de 284 mil habitantes, ocorriam 16,1 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes por ano, de acordo com a pesquisa. Em 2002, quando a população estimada era de 327 mil habitantes, o coeficiente de homicídios caiu para 14,3 em 100 mil habitantes.

Com esse coeficiente a cidade obteve, em 2002, a 46.ª colocação entre as 61 cidades com maior incidência de homicídios, melhorando oito posições com relação a 1995. Em Marília, o coeficiente de homicídios era de 13,2 para cada grupo de 100 mil habitantes em 1995 e aumentou para 15,9 em 2002, colocando a cidade na 42.ª posição no ano passado entre os 61 municípios analisados.

“Em Bauru houve queda no coeficiente de homicídio, que é o crime mais grave e usado pela ONU (Organizações das Nações Unidas) para avaliar o índice de segurança”, afirma o tenente-coronel Alexandre Cintra Borin, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior-4.

No ano passado foram registrados 46 homicídios em Bauru, contra 40 em 2001 e 49 no ano de 1999, segundo dados da Polícia Civil. Neste ano, até sexta-feira haviam sido contabilizados 12 homicídios.

Para Borin, o aumento de roubos, furtos e roubos de veículos nos sete anos avaliados pela pesquisa não chega a preocupar porque está abaixo da média das demais cidades.

O pedreiro Walter Seixas Pinto Júnior, 40 anos, morador da Vila Nova Esperança, também acha que a situação de Bauru é melhor que a da maioria das cidades do Estado, apesar de sua casa ter sido furtada três vezes. “Comparando com outras cidades do mesmo tamanho ou maiores que Bauru, ainda é mais seguro viver aqui”, afirma.

Na última vez em que sua casa foi furtada, em 2000, ladrões levaram vários eletrodomésticos.

O capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante da 3.ª Cia da PM, explica que, avaliando estatisticamente, o resultado é positivo. “Entre 1995 e 2002 os roubos aumentaram 58% em Bauru. Mesmo assim, nossa colocação no ranking das cidades com maior incidência desse tipo de crime melhorou quatro posições. E isso também ocorreu com furtos e roubos de veículos e furtos em geral”, diz.

Em 2002 Bauru obteve a 28.ª posição entre as 61 cidades com maior incidência de roubos, o 47.º lugar no ranking de furtos e roubos de veículos e o 3.º no de furtos em geral. De 1995 a 2002, a incidência de roubos na cidade aumentou 58%, enquanto em Marília subiu 529%, em São Carlos 178% e, em Botucatu, 73%.

O empresário Primo Mangialardo, atual presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, que mora em Bauru desde 1978, adotou várias estratégias de segurança nos últimos anos, mas acha que Bauru é tranqüila, se comparada a outras cidades do mesmo porte.

Apesar de sentir-se seguro, ele instalou alarmes monitorados em sua casa e empresa, evita passar por ruas escuras na madrugada e só deixa o carro em estacionamentos. “Antigamente, quando chegava de viagem de madrugada, eu parava em qualquer praça para tomar um lanche. Hoje evito essa prática e também a de andar pela cidade de madrugada, pois o risco de roubo é maior nessas situações”, diz.

Mangialardo também evita portar mais do que um cartão de crédito e cartão bancário e só anda com cópias dos documentos pessoais e do carro. “É uma medida de segurança”, explica. Os cuidados com a segurança são extensivos aos filhos. “Eles sempre vão à escola acompanhados de um adulto e não ficam sozinhos em praças ou na rua”, conta.

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